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Baltimore: Afinal, europeus e americanos até são parecidos

Andreia Ribeiro é analista de mercados framacêuticos emergentes e esté nos Estados Unidos desde 2006. À distância diz que os aspectos legais para ficar no país, impostos e visto por exemplo, são assustadores.

Negócios 27 de Fevereiro de 2013 às 23:30
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Andreia Ribeiro começou a escrever a sua história enquanto portuguesa no mundo em 2005, quando foi para Baltimore, nos EUA, num programa de intercâmbio entre a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e a Universidade de Maryland (UMBC). Uma experiência de quatro meses para desenvolver um projecto de investigação e "tirar umas cadeiras" que fez com que a Andreia ficasse "encantada pelo país dos filmes". Depois desta aventura surgiu o convite para fazer o doutoramento na mesma universidade
norte-americana. Em 2006 dá início ao doutoramento em Engenharia Química e Bioquímica que terminou em Maio de 2011.


Esta engenheira química, natural do Porto, diz que quando entrou para a faculdade nunca imaginou fazer um programa de intercâmbio mas, à medida que a licenciatura foi avançando, percebeu que o programa ERASMUS era "algo que gostava de experimentar". Quando a oportunidade do intercâmbio surgiu, Andreia viu nele a possibilidade de viajar, conhecer os Estados Unidos, desenvolver um projecto de investigação e, ao mesmo tempo, "abrir portas" para novas oportunidades. E depois de lá estar há um mês, "aquilo que era uma ideia", uma possibilidade, passou a fazer outro sentido e a ser encarado como "um plano de vida de 5 a 10 anos nos EUA".


Em Dezembro do ano passado, entrevistada na Antena 1, tinha chegado aos EUA há seis anos e relatava uma experiência "maravilhosa", com "altos e baixos", na qual a conclusão do doutoramento era "um dos momentos altos" desta experiência. Foi "o fecho de um capítulo de cinco anos" e o começar de uma nova etapa.

 

A procura de emprego em competição com os norte-americanos, que "não precisam de visto para trabalhar", foi para Andreia um grande desafio. Iniciada a procura de emprego, cedo percebeu que tinha de expandir a procura para longe do local onde estava a morar: "600, 800 quilómetros para norte e para sul" de Baltimore.


Em Novembro de 2011, encontrou emprego em Boston, onde está nesta altura a trabalhar como analista de Mercados Farmacêuticos Emergentes na Decision Resources Consulting. É especialista em mercados Latino-Americanos e Índia, e tem como funções elaborar relatórios, participar em projectos de consultoria e definir estratégias de mercado.


Andreia recorda a chegada aos EUA em 2005 com um sorriso na voz - conta que até as placas com as direcções de Washington DC ou Nova Iorque eram motivo de "emoção". Tinha 21 anos e diz que as primeiras horas nos EUA foram surreais.


À medida que o tempo foi passando, Andreia diz que percebeu que europeus e norte-americanos são muito parecidos e, por isso, a adaptação "não custou", mas não a mandem almoçar às "11h30"! No entanto, recorda que quando voltou para os EUA em 2006, teve de se adaptar a alguns aspectos com os quais não teve que se preocupar da primeira vez, como preencher os papéis para os impostos, os vistos, etc. Conta que "os aspectos legais são um pouco assustadores" e só aí percebeu que, apesar de falar bem inglês, há sempre barreiras de linguagem para ultrapassar.


Nesta altura o balanço é extremamente positivo no "sentido das vivências", muito por culpa das pessoas que conheceu e das culturas a que esteve exposta, e aproveita para dizer que uma das coisas que mais gosta nos EUA é a harmonia em que vivem as diferentes culturas.


Está a adorar "a experiência" e afirma que "escrever capítulos da sua história" em Portugal é um objectivo de vida a curto prazo, talvez "dentro de três ou quatro anos". Não quer que a economia seja um obstáculo, nem uma desculpa para voltar a Portugal, mas por agora afirma que ainda sente que "tem trabalho" a fazer nos EUA e que "quer crescer" em termos pessoais e profissionais. Espera um dia poder trazer para Portugal muito do que está a aprender para poder aplicar na "nossa indústria" biotecnológica, farmacêutica e de investigação.


De Portugal tem saudades do "mar", da família, dos amigos, da gastronomia, da forma como os portugueses "tomam" café e daquele "convívio ao fim do dia onde se trocam confissões".

 

 

O momento
Quando Andreia chegou, até as placas com as direcções de Washington DC ou Nova Iorque eram motivo de emoção.

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