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Banca acelera ganhos e leva bolsa a subir mais de 1%

Os títulos da banca seguem a acelerar os ganhos, impulsionados por um conjunto de notícias positivas para o sector. O Banco Comercial Português (BCP) sobe mais de 4% e lidera as valorizações, numa altura em que o PSI-20 avança mais de 1%.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 27 de Julho de 2010 às 13:19
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O índice de referência da bolsa nacional soma 1,02% para os 7.366,58 pontos, com 13 cotadas em alta e as restantes sete em queda. Os restantes índices europeus também valorizam, animados essencialmente pelo sector financeiro que está hoje a beneficiar de um conjunto de notícias positivas.

O anúncio de que os resultados do UBS e do Deutsche Bank superaram as previsões dos analistas veio somar-se aos resultados positivos dos testes de stress à banca europeia e contribuir, assim, para o optimismo dos investidores.

Basileia menos exigente

Por outro lado, a pesar neste desempenho está também a especulação de que as regras de Basileia em relação ao capital e à liquidez, menos exigentes do que o inicialmente esperado, possam não ter um impacto tão negativo nos resultados do sector.

O Comité de Basileia, que integra os principais reguladores mundiais, chegou ontem a acordo sobre um novo quadro de regulação do sector bancário, com o objectivo de aumentarem a sua resistência a crises. De acordo com a Bloomberg, os reguladores acordaram que certos activos, como interesses minoritários em companhias financeiras, sejam aceites para determinar o capital dos bancos.

Menos pressão sobre a banca

Por outro lado, o juro das obrigações portuguesas está hoje a recuar mais de 10 pontos base em quase todas as maturidades, sinalizando uma acalmia na tensão no mercado de dívida pública dos países periféricos da Europa.

A praça nacional não escapa à tendência generalizada e, tal como ontem, são os bancos os principais responsáveis pelo saldo positivo do mercado português. O Banco Comercial Português (BCP) lidera os ganhos ao apreciar 4,41% para os 0,687 euros, com 35,57 milhões de acções negociadas. A média de acções negociadas nos últimos seis meses totaliza as 29,9 milhões.

O banco liderado por Carlos Santos Ferreira apresenta amanhã as suas contas relativas aos primeiros seis meses do ano. As estimativas dos analistas contactados pela agência Reuters apontam para uma subida dos lucros de 12,5% para os 166 milhões de euros. O BCP anunciou esta manhã que os lucros do seu banco na Polónia aumentaram em seis vezes face ao período homólogo.

O Banco Espírito Santo (BES) aprecia 3,71% para os 3,638 euros, enquanto o BPI soma 2,65% para os 1,704 euros. Ambos os bancos já reportaram nos últimos dias os seus resultados semestrais, números que superaram as previsões dos analistas.

Notícias de parceria com a Oi animam PT

Também a Portugal Telecom (PT) pesa no comportamento positivo do mercado português ao avançar 0,81% para os 8,168 euros, no dia em que o jornal “Folha de S. Paulo” avança que Lula da Silva estará a tentar que a Oi e a PT cheguem a acordo para a troca de participações cruzadas e que ponham em prática um plano de expansão da banda larga no Brasil.

Nota positiva também para a Brisa que ganha 1,81% para negociar nos 5,125 euros. No fim-de-semana, o “Expresso” noticiou que o grupo José de Mello, maior accionista da concessionária, estaria a estudar o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da empresa. Esta notícia foi posteriormente desmentida pelo accionista em questão.

A concessionária tem agendada para a amanhã a apresentação dos seus resultados referentes ao primeiro semestre. Os analistas ouvidos pela Reuters estimam que o lucro líquido da Brisa terá descido 7,9% no primeiro semestre para os 52,4 milhões de euros.

A Galp Energia já inverteu das perdas registadas no início da sessão e segue a valorizar 0,04% para os 12,60 euros.

Este é um comportamento contrariado pela Energias de Portugal (EDP), que deprecia 0,32% para os 2,497 euros. A EDP Renováveis avança 0,77% para os 4,862 euros e a Redes Energéticas Nacionais (REN) soma 0,80% para os 2,64 euros.

Investidores à espera dos resultados

A companhia liderada por Rui Cartaxo apresenta hoje os seus resultados. Os analistas consultados pela Reuters estimam uma quebra homóloga de 20% dos seus lucros para os 61 milhões de euros.

Também a Portucel reporta hoje as suas contas. Os analistas ouvidos pela mesma agência antecipam uma subida de 45% nos seus lucros do primeiro semestre para os 68,1 milhões de euros. O Goldman Sachs aumentou o preço-alvo da Portucel para 1,90 euros e manteve a recomendação de "vender". As acções da empresa seguem a ganhar 0,74% para os 2,154 euros.

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