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Banca angolana precisa de mais "ética e moral"

O governador do Banco Nacional de Angola diz que o sistema financeiro do país precisa de mais "ética e moral". Valter Filipe Silva fez este diagnóstico durante a inauguração do primeiro balcão do Millennium Atlântico.

Reuters
Negócios com Lusa 03 de Maio de 2016 às 16:24
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A banca angolana está a ser posta "à margem" do sistema financeiro mundial. O diagnóstico foi feito esta terça-feira, 3 de Maio, em Luanda, pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Valter Filipe Silva, durante a cerimónia de inauguração do primeiro balcão do Millennium Atlântico, instituição que resultou da fusão entre o Millennium Angola e o Banco Privado Atântico.
 

O governador do BNA defendeu ainda a necessidade de existir mais "ética e moral" na banca angolana, acrescentando que a mesma deve ser colocada ao "serviço do bem comum".

Segundo o site noticioso angolano, Rede Angola, que cita a agência Lusa, a afirmação de Valter Filipe Silva, foi produzida numa alusão à falta de acesso dos bancos angolanos ao mercado internacional de divisas, circunstância que se fica a dever às dúvidas sobre credibilidade das instituições angolanas.

É preciso que Angola aplique "as normas prudenciais e as boas práticas nacionais e internacionais, e todas as normas de combate ao branqueamento de capitais e de financiamento ao terrorismo, porque estamos a ficar numa situação em que está a ser colocado o sistema financeiro angolano à margem do sistema financeiro mundial", afirmou o governador do banco central.

Valter Filipe Silva, de acordo com a mesma fonte, sublinhou que "a dignidade de um povo, de um Estado, é suportada pela reputação e pela credibilidade das pessoas que guardam o dinheiro deste país".


Face à situação de crise em que se encontra o país, Valter Filipe Silva desafiou a banca a participar na alteração deste quadro de dificuldades. "A pobreza das famílias e do povo deve ser suportada pelo sistema financeiro. Nós não podemos ter servidores da banca com uma dimensão e grandiosidade quando temos a generalidade de um povo nas condições em que temos, por isso a nossa estratégia, e esta é a missão que nos foi apresentada, é fazer com que possamos repor a ética e a moral na vida da actividade financeira", afirmou o governador do BNA.

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