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Banco do Japão mantém juros e estímulos à economia

O Banco do Japão manteve os juros e as compras de activos inalterados, ainda que se tenha mostrado optimista com o rumo da economia.

Haruhiko Kuroda, governador do Banco do Japão, à chegada a Jackson Hole.
Rita Faria afaria@negocios.pt 21 de Dezembro de 2017 às 08:00
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Tal como era esperado, a última reunião de 2017 do Banco do Japão não resultou em qualquer alteração na política monetária.

A autoridade liderada por Haruhiko Kuroda (na foto) decidiu manter a taxa de juro de referência em -0,1% e as compras de activos "mais ou menos no nível actual" de 80 biliões de ienes (cerca de 596 mil milhões de euros) por ano, com o objectivo de estimular a economia e tentar atingir a meta de inflação de 2%.

O banco central admitiu esperar que a procura interna cresça e que as exportações "continuem a sua tendência de aumento moderado", acompanhando o crescimento das economias estrangeiras.  

O Japão está agora no mais longo período de crescimento em mais de duas décadas. O PIB subiu 2,5% no terceiro trimestre, enquanto a confiança dos empresários atingiu o nível mais alto desde a crise financeira. Apesar disso, os preços cresceram apenas 0,8% em Outubro, bem abaixo da meta do banco central.

A autoridade monetária mostrou-se ainda optimista em relação ao investimento das empresas, e sinalizou melhorias ao nível do emprego e da evolução dos salários.

"O Banco do Japão está a ganhar confiança na força da recuperação económica e a ajustar a linguagem da sua avaliação das condições económicas para indicar o seu optimismo", refere Maiko Noguchi, economista da Daiwa Securities e ex-funcionário do banco central, citado pela agência noticiosa. "Mas é muito cedo para pensar que o optimismo conduzirá a uma mudança de política já que a sua visão sobre a inflação não mudou, de todo".

O Banco do Japão distancia-se assim do rumo seguido pelos principais bancos centrais do mundo, depois de a Fed já ter subido os juros três vezes este ano e o Banco Central Europeu ter anunciado uma redução dos estímulos à economia. 

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