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Banco de Inglaterra avisa que controlo da inflação não será fácil

Os avisos do chefe de análise económica do Banco indicam que o país terá baixo crescimento e irá enfrentar problemas de desemprego.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 22 de Julho de 2010 às 13:35
O objectivo oficial de baixar a inflação britânica para os 2% antes do final do ano passado não deverá ser conseguido. A opinião é de Spencer Dale, chefe de análise económica do Banco de Inglaterra, que a justifica com o aumento do IVA dos actuais 17,5% para os 20% em Janeiro.

Referindo um artigo que tinha lido na imprensa em que se pedia um crescimento da inflação, Dale mostrou-se contra e respondeu que conhecia bem os perigos da inflação, referindo a incerteza e a redução da eficiência económica. “Nós temos estado incrivelmente vigilantes”, referiu.

Numa entrevista ao jornal inglês The Independent, Spencer Dale assumiu também que as políticas de austeridade de combate à dívida soberana contribuem para um crescimento mais lento, acrescentando que não se surpreenderia se o desemprego aumentasse nos próximos meses. Dale salienta que os cortes nos postos de trabalho no sector público também mostram que “as coisas não serão boas” para muitas famílias britânicas.

Por isso, o chefe de análise não acredita numa recuperação tão rápida como já aconteceu anteriormente. “Há a grande questão de como é que as coisas se irão desenvolver a partir do momento em que vários países por todo o mundo estão a consolidar os seus planos fiscais”, afirmou referindo-se às tensões actuais do mercado financeiro.

Na sua opinião, a economia do Reino Unido deverá demorar bastante tempo a regressar à normalidade.

Apesar disso, o responsável do Banco de Inglaterra evidenciou o “enorme” estímulo monetário que o banco tem dado à economia, com a injecção de 200 biliões de libras, mais de 237 biliões de euros, e com a prática de uma taxa de juro de 0,5%.

De referir que nas minutas da decisão tomada a 8 de Julho se lia que um dos membros da Comissão de Política Monetária pretendia a subida da taxa de referência para o Reino Unido, embora todos os outros se tenham apresentado contra.

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