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Banco de Inglaterra sobe juros para máximo de três anos

O Banco de Inglaterra decidiu hoje, tal como esperavam os economistas, subir as taxas de juro para 4,75%, o que representa o valor mais elevado em quase três anos, com o objectivo de travar o crescimento recorde no consumo das famílias e a subida da infla

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 05 de Agosto de 2004 às 12:03
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O Banco de Inglaterra decidiu hoje, tal como esperavam os economistas, subir as taxas de juro para 4,75%, o que representa o valor mais elevado em quase três anos, com o objectivo de travar o crescimento recorde no consumo das famílias e a subida da inflação. O BCE também reúne hoje mas deve manter os juros em 2%.

Este foi já o quinto aumento no preço do dinheiro efectuado pelo banco central desde Novembro passado, numa decisão que era aguardada por todos os 41 economistas sondados pela Bloomberg.

A dívida das famílias britânicas atingiu excedeu, pela primeira vez, um bilião de libras, no mês de Junho, o que veio aumentar os receios acerca do elevado endividamento dos ingleses.

Ao subir os juros o Banco de Inglaterra visa também refrear a subida dos preços, sobretudo na habitação, onde o valor das casas aumentou 22% no espaço de um ano.

A suportar o aumento do consumo e das dívidas das famílias está a aceleração do crescimento na segunda maior economia da Europa, onde o PIB apresentou a taxa de crescimento mais alta em quatro anos, durante o segundo trimestre.

O PIB do Reino Unido regista uma expansão pelo 48º mês consecutivo, o que provocou uma queda no desemprego para um mínimo de 29 anos nos 2,7%. No segundo trimestre o PUB aumentou a um ritmo anual de 3,7%, acima dos 2,5% que o banco central associa a uma taxa de inflação estável.

O BCE também decide hoje, às 12h45, as taxas de juro na Zona Euro, mas deverá optar por manter o preço do dinheiro, pois na região o crescimento económico é mais fraco.

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