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Banco de Portugal diz actividade económica em Portugal continuou a baixar em Novembro

A actividade económica nacional continuou a baixar em Novembro, mantendo a tendência de desaceleração desde meados deste ano, disse hoje o Banco de Portugal nos Indicadores de Conjuntura de Novembro.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 17 de Dezembro de 2004 às 15:00
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A actividade económica nacional continuou a baixar em Novembro, mantendo a tendência de desaceleração desde meados deste ano, disse hoje o Banco de Portugal nos Indicadores de Conjuntura de Novembro.

O indicador coincidente mensal para a evolução homóloga da actividade económica, calculado pelo Banco de Portugal, continuou a baixar em Novembro, apontando para uma desaceleração da actividade desde meados do ano», refere o banco central no referido documento.

Este indicador aumentou 1% em Novembro, em termos homólogos, abaixo dos 1,2% registados em Outubro. Entre Maio e Julho este indicador estabilizou num crescimento de 1,5%, tendo posteriormente vindo a descer até ao mês passado.

Estes dados confirmam a desaceleração da economia portuguesa na segunda metade do ano, depois de passados os efeitos do Euro 2004.

A economia portuguesa registou no terceiro trimestre deste ano uma forte contracção face ao período imediatamente anterior.

De acordo com os dados das Contas Nacionais divulgados a 9 de Dezembro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) o PIB apresentou, no período de Julho a Setembro de 2004, uma variação em cadeia de menos 1,2%. Um valor que anula por completo o ganho de 1,2% verificado no segundo trimestre do ano e coloca a subida homóloga em apenas 0,8%.

No documento de hoje, o Banco de Portugal explica que esta desaceleração da economia portuguesa resultou da «forte desaceleração das exportações».

Consumo privado mantém crescimento significativo

Apesar da tendência de desaceleração da economia portuguesa no final do ano, o Banco de Portugal diz que o consumo privado apresenta um crescimento significativo no quarto trimestre.

«A informação disponível sobre o consumo privado sugere a continuação de um crescimento significativo deste agregado no quarto trimestre, embora se continuem a registar alguns sinais contraditórios», diz o Banco de Portugal.

O indicador coincidente do consumo privado aumentou 2,2% no terceiro trimestre, face ao mesmo período do ano passado, quando no segundo trimestre tinha crescido 1,4%.

Em relação aos sinais contraditórios no consumo privado, no período de três meses

terminado em Novembro, o indicador de confiança dos consumidores divulgado pela Comissão Europeia diminuiu ligeiramente em relação ao terceiro trimestre, reflectindo um aumento das expectativas de desemprego e um maior pessimismo em relação à situação económica geral nos próximos doze meses.

Em sentido inverso, as vendas de veículos ligeiros de passageiros, incluindo todo-terreno, aumentaram 8,7%, em termos homólogos, após uma redução de 1,2% no terceiro trimestre, atingindo uma variação homóloga acumulada desde o início do ano de 5,1%.

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