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Banco de Portugal diz actividade económica mantém tendência descendente

Em Março deste ano a actividade económica manteve a trajectória descendente verificada desde meados de 2004, diz o Banco de Portugal, contrariando as últimas análises adiantadas pelo INE e Ministério das Finanças. O Consumo privado continua a crescer a um

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 22 de Abril de 2005 às 15:31
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Em Março deste ano a actividade económica manteve a trajectória descendente verificada desde meados de 2004, diz o Banco de Portugal, contrariando as últimas análises adiantadas pelo INE e Ministério das Finanças. O Consumo privado continua a crescer a um ritmo considerável.

Nos Indicadores de Conjuntura de Abril a instituição liderada por Vítor Constâncio diz que «em Março, o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga da actividade económica, calculado pelo Banco de Portugal, manteve a trajectória descendente verificada desde meados de 2004».

Este indicador registou uma queda homóloga de 0,2% no mês de Março, que compara com a estagnação verificada em Fevereiro e o aumento de 0,2% verificado no primeiro mês deste ano.

Desde Junho de 2004, quando apresentava um crescimento homólogo de 1,5%, que o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga da actividade económica tem apresentado sempre uma tendência de queda.

Este relatório do Banco de Portugal vem contrariar as últimas análises avançadas pelo Instituto Nacional de Estatística e pela Direcção Geral de Estudos e Previsões (DGEP) do Ministério das Finanças, que apontavam para uma melhoria da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano.

Nos dois últimos trimestres de 2004 o PIB português registou uma evolução negativa em cadeia, colocando a economia nacional de novo em recessão técnica.

Consumo privado com crescimento considerável

Apesar da evolução menos favorável da economia, o Banco de Portugal afirma que «a informação disponível sobre o consumo privado continua a sugerir a manutenção de um ritmo de crescimento considerável no início do ano».

O Banco de Portugal cita os dados da Comissão Europeia, que apontam para um aumento da confiança dos consumidores portugueses no primeiro trimestre de 2005, face ao verificado nos últimos três meses de 2004.

Ao nível do investimento, a mesma fonte diz que formação bruta de capital fixo (FBCF) em material de transporte, apresenta «alguma moderação no início do ano». Na construção as vendas de cimento das empresas nacionais desceram 5% em termos homólogos, no primeiro trimestre.

Crescimento no crédito à habitação mantém crescimento acima de 10%

No mês de Fevereiro, segundo o Banco de Portugal, a taxa de variação anual dos empréstimos bancários concedidos ao sector não monetário aumentou 6,3%, um crescimento 0,1 pontos percentuais superior ao verificado no mês anterior.

O crédito ao sector privado manteve o aumento homólogo de 6,2%, com o crédito a empresas a crescer 2,5% e o a particulares a subir 9,3%.

O crescimento no crédito à habitação também ficou inalterado, em 10,6%, enquanto o crédito ao consumo acelerou para um aumento homólogo de 4,5%.

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