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Banco de Portugal volta a cortar previsões de crescimento para 2016

O banco central prevê que a economia portuguesa cresça este ano 1,3%. A nova previsão da instituição fica duas décimas abaixo da esperada em Março, afastando-se ainda mais dos números do Governo.

Bruno Simão
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O Banco de Portugal reviu em baixa a previsão de crescimento económico para este ano em duas décimas para 1,3%, revelou a instituição liderada por Carlos Costa. Se esta projecção se concretizar, a economia deverá abrandar face a 2015, quando o PIB subiu 1,5%.

A nova previsão do Banco de Portugal faz parte do Boletim Económico, divulgado esta quarta-feira onde são actualizadas previsões económicas para 2016-2018.

A revisão em baixa acrescenta pressão sobre os números do Governo, que ainda em Abril manteve a projecção de um crescimento do PIB igual a 1,8% este ano. Tendo em conta as previsões que existem actualmente, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) é a instituição mais pessimista, ao apontar para uma subida do PIB de 1,2%. Por oposição, o Ministério das Finanças mantém-se como o mais optimista, a prever o crescimento económico de 1,8%.

O Governo tem desdramatizado as sucessivas revisões em baixa de previsões, bem como as suas consequências para as metas orçamentais.

 

Exportações e petróleo provocam revisão em baixa


As grandes diferenças nas previsões actuais face às que tinham sido apresentadas a 30 de Março resultam de uma procura externa mais baixa e de preços do petróleo mais elevados.


Depois de um crescimento de 5,2% em 2015 nas exportações, as vendas para o estrangeiro deverão subir apenas 1,6% este ano, revelam as novas previsões. Em Março, o banco apontava para um aumento das exportações de 2,2% este ano.

Esta revisão resulta de uma projecção pior para a procura externa dirigida à economia portuguesa (de 3,9% para 3,7%) face às contas de Março.

Além disso, o petróleo está mais caro. Só para este ano, o banco reviu em alta os preços desta matéria-prima em cerca de 25%.

 

Crescimento do PIB ainda pode ser pior


A degradação das previsões de crescimento económico é acompanhada de riscos descendentes, tanto externos como internos, estima o banco central.

Do ponto de vista externo, o banco destaca a possibilidade de a recuperação económica ser mais lenta e de se intensificarem tensões nos mercados financeiros internacionais. A inflação e a falta de progressos nas reformas e na consolidação na área do euro são também ameaças à previsão do crescimento português.


Na frente interna, a instituição liderada por Carlos Costa sublinha a possibilidade de serem necessárias medidas adicionais para cumprir as metas orçamentais (o Governo prevê um défice de 2,2% do PIB para este ano), de "perda de dinamismo" do processo de reformas estruturais e a "permanência de riscos sobre a estabilidade financeira".

 


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