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Bancos centrais combatem crise do “subprime” com a inflação à espreita

A economia real já evidencia os primeiros efeitos de contágio da crise do "subprime" que estalou no Verão. Mas será em 2008 que o impacto se irá revelar em toda a sua plenitude. Os bancos centrais terão um papel decisivo, mas poderão ver a sua actuação li

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 28 de Dezembro de 2007 às 00:10
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A economia mundial avança para 2008 a caminhar sobre brasas, numa altura em que se começam a materializar os primeiros efeitos da crise financeira que estalou no início do Verão passado.

A incógnita permanece sobre se as consequências do "subprime" se traduzirão apenas num pequeno escaldão ou se, em alguns países, se poderá assistir a queimaduras de terceiro grau.

O cenário para 2008 permanece sombrio no Ocidente, não havendo certezas sobre se a economia norte-americana conseguirá escapar a uma recessão. O contributo do presidente da Reserva Federal dos EUA para o crescimento do PIB norte-americano no próximo ano será determinante. Há especialistas que consideram que tudo fará para evitar o pior, não se coibindo de cortar as taxas de juro as vezes que forem necessárias.

Mas também surgem vozes que lembram que a subida da inflação, impulsionada pela escalada do preço do petróleo e dos bens alimentares, não deixa tanta margem de manobra para cortes drásticos no custo do dinheiro como os efectuados pelo seu antecessor, Alan Greenspan, em 2003. O perigo de "estagflação" - estagnação económica, acompanhada por um aumento da inflação - também não está afastado.

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