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Bancos emprestam mais dinheiro entre si para se financiarem

Os bancos para se financiarem, num contexto de menor crescimento dos depósitos, recorreram sobretudo ao financiamento de mercado. O Banco de Portugal, no Boletim Económico do Outono destaca um maior recurso aos empréstimos interbancários em detrimento do

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 14 de Novembro de 2006 às 15:30

Os bancos para se financiarem, num contexto de menor crescimento dos depósitos, recorreram sobretudo ao financiamento de mercado. O Banco de Portugal, no Boletim Económico do Outono destaca um maior recurso aos empréstimos interbancários em detrimento do mercado da dívida. A titularização e as obrigações hipotecárias deverão ser opções para o segundo semestre.

No Boletim Económico do Outono, o Banco de Portugal destaca relativamente ao semestre de 2006 que a actividade bancária, em base consolidada, "continuou a crescer significativamente".

Mantendo a tendência dos últimos anos, os recursos de clientes apresentaram um crescimento "muito inferior", continuando, assim, os bancos a recorrer a fontes de financiamento alternativas como forma de sustentar o crescimento do crédito.

No período em análise, as necessidades de financiamento das instituições foram essencialmente supridas através do financiamento de mercado, mas, em contraste com o observado nos últimos anos, "este foi essencialmente interbancário e, em menor grau, com recurso aos mercados de dívida a médio e longo prazos".

O Banco de Portugal destaca ainda a ligeira degradação dos indicadores de liquidez que "poderá ser revertida a breve trecho", para o que poderá contribuir o recurso a operações de titularização, que geralmente ocorrem no decurso dos segundos semestres, e a dinamização de um novo instrumento de obtenção de liquidez, as obrigações hipotecárias, cujo necessário enquadramento legal foi entretanto completado.

Comissões compensam pressão sobre das margens

No mesmo relatório, a autoridade monetária afirma que num contexto de pressão sobre a margem financeira, os resultados das instituições bancárias "têm também beneficiado do aumento tendencial das receitas de comissões" associadas a um alargamento do leque de serviços prestados aos seus clientes.

A rendibilidade da generalidade das instituições verificou um novo acréscimo no primeiro semestre, quando comparada com a observada em período homólogo, refere o mesmo documento.

O Banco de Portugal destaca ainda a evolução "favorável" dos rácios de incumprimento na carteira de crédito, não obstante o contexto da subida das taxas de juro.

Para tal terão contribuído, "na linha do que vem sucedendo nos últimos anos, uma melhor gestão de risco e a introdução de novos produtos financeiros e modalidades contratuais, mais adaptados à capacidade corrente das contrapartes para servir a dívida".

A solvabilidade das instituições consideradas "aumentou ligeiramente" no primeiro semestre do ano, beneficiando, fundamentalmente, de um aumento dos fundos próprios de base.

Este aumento reflectiu, no essencial, "a melhoria de situação de um dos principais grupos considerados, resultante do aumento de capital ocorrido numa das instituições que integram o referido grupo".

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