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Bancos portugueses são os terceiros da Europa mais expostos à Grécia

O BCP e o BPI são os bancos que têm maior exposição à Grécia na Europa, logo a seguir aos bancos gregos e aos alemães, de acordo com a rede de bancos de investimento European Securities Network (ESN).

Lusa 04 de Maio de 2010 às 18:49
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O BCP e o BPI são os bancos que têm maior exposição à Grécia na Europa, logo a seguir aos bancos gregos e aos alemães, de acordo com a rede de bancos de investimento European Securities Network (ESN).

A rede pan-europeia, composta por 10 bancos de investimento de vários países, entre os quais o português Caixa Banco de Investimento, do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), revelou hoje que "sem contar com os bancos gregos, os bancos alemães e os portugueses e, nalguma extensão, os franceses, têm a maior exposição às obrigações e empréstimos da Grécia".

Segundo os dados da ESN, relativos ao final de 2009, o grupo BCP - que detém, entre outros, o banco grego NovaBank - tem uma "exposição total" à Grécia de 5,8 mil milhões de euros, correspondente a um peso de 10% em percentagem das acções, enquanto o BPI possui um montante global de 490 milhões de euros, cujo peso ascende a 27 por cento do seu valor de mercado.

Já o BES, cuja exposição à Grécia é considerada pela ESN como "não significativa", detém actualmente 400 milhões de euros em dívida soberana grega, 92% dos quais de curto prazo, admitindo vir a adquirir mais, se tal ficar definido no pacote de ajuda europeia à Grécia, conforme anunciou na segunda feira o presidente Ricardo Salgado.



"É natural que os bancos façam parte [da solução de apoio à Grécia]. Também temos alguma dívida grega, daí não virá mal", sublinhou o presidente do BES, à margem da apresentação dos resultados trimestrais, precisando que o banco detém 1,4 mil milhões de dívida portuguesa e 400 milhões de euros de dívida grega, dos quais 92% têm vencimento até um ano.

Os especialistas da ESN especificam que dos 5,8 mil milhões de euros da exposição do BCP à Grécia, 700 milhões de euros são obrigações do governo helénico e 5,1 mil milhões de euros são empréstimos, dos quais 2,4 mil milhões de euros aos cidadãos gregos no retalho e 2,7 mil milhões às empresas helénicas (via NovaBank).

No que toca ao BPI, a quase totalidade dos 490 milhões de euros de exposição à Grécia está investida em dívida soberana daquele país.

Com maior exposição do que as instituições financeiras portuguesas à Grécia surgem apenas os bancos gregos, como seria de esperar, e os alemães, segundo os analistas da ESN, ao passo que as entidades francesas estão, sobretudo, expostas a empréstimos concedidos a empresas gregas e não à dívida pública emitida a partir de Atenas.

Os valores mencionados não levam em linha de conta possíveis coberturas de risco - como por exemplo 'credit default swaps' (CDS) - que os bancos tenham tomado.

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