Tecnologias Bancos precisam de parceiros tecnológicos

Bancos precisam de parceiros tecnológicos

A banca está mais atrasada do que o retalho ou as comunicações na inovação. Por isso, precisa de se unir a parceiros especializados. Porque o futuro, diz um estudo da APDC, está em canais de contacto que passam pela biometria ou pelo reconhecimento de voz.
Bancos precisam de parceiros tecnológicos
Diogo Cavaleiro 27 de setembro de 2016 às 20:49
Não é nenhuma surpresa dizer que há novas formas de fazer pagamentos. Ou maneiras diferentes de usar a informação sobre os clientes bancários. Muitas dessas novidades foram trazidas pelas "fintechs", as tecnológicas que prestam serviços financeiros. E os bancos, para crescer, devem fazer delas parceiras. Ou comprá-las, segundo um estudo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (AP-DC). 

"Os bancos constroem capacidades diferenciadoras e com valor acrescentado através de parcerias e/ou aquisições de ‘fintechs’, permitindo desta forma uma espiral positiva de inovação e geração de valor", conclui o estudo ""A Economia Digital em Portugal - o Estado da Nação em 2016", que traça tendências para vários sectores, incluindo banca e seguros. Estas parcerias e aquisições são "vitais", sentencia. 

No caso da banca, a tendência futura passa pelas "fintechs" porque "mais de 50% das transacções online mundiais são efectuadas por formas de pagamento alternativas" às tradicionais. O que obriga os bancos a actuar para não perderem o comboio.
Um dos pontos que o sector bancário tem de apostar é na personalização dos serviços – esse é, aliás, um factor extensível à digitalização de toda a economia, de acordo com o estudo da APDC, a ser apresentado no congresso desta quarta-feira, 28 de Setembro.

Uma outra tendência prevista é que, no futuro, os canais de contacto entre o operador bancário e o consumidor vão fazer uso da Internet das Coisas: "biometria, reconhecimento por voz, realidade aumentada, sistemas de pagamento integrados com autenticação biométrica via sensores ou telemóvel", são exemplos.

Segundo o documento, a banca está mais atrasada do que outros sectores na relação com o cliente. O retalho e as telecomunicações têm crescido mais: "A banca, em muitos casos, não possui diferenciadores de produtos, serviços e relacionamentos".

Neste sector, há ainda outra questão: a confiança. Não só aquela que foi quebrada com as sucessivas crises bancárias (Portugal é um exemplo com os sucessivos problemas que tem enfrentado no sector financeiro), mas também a confiança no uso dos meios digitais. A cibersegurança é um "tema prioritário" a resolver.



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