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Banco do fomento vai dar crédito de 10 mil milhões de euros até 2020

"O banco de fomento terá um poder de fogo muito grande", disse esta terça-feira, durante a Comissão Parlamentar de Finanças, o secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, após anunciar que esta instituição terá disponível 10 mil milhões de euros para a economia nos próximos sete anos.

Miguel Baltazar/Negócios
João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 29 de Abril de 2014 às 12:13
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"Esta será a maior alavanca da economia nacional nos próximos tempos", sintetizou o secretário de Estado. Perante a Comissão Parlamentar de Finanças, que ocorre por iniciava do PS, Manuel Rodrigues anunciou ainda que o accionista único será o Estado através da secretária de Estado das Finanças e do Tesouro.

 

O governante apontou os cinco vectores que vão reger a actividade deste banco. Em primeiro lugar, a gestão dos fundos reembolsáveis decorrentes das verbas comunitárias para que estas continuem a ser reutilizadas pela economia. Em segundo lugar, a captação de financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI). Em terceiro, a captação de parcerias com bancos homólogos, como já aconteceu com o alemão KfW, o espanhol ICO e o CDC francês.  

 

O banco de fomento será um banco de primeiro andar que funcionará em complementaridade com o sistema bancário. Ou seja, não terá um contacto directo com as empresas.
 
Manuel Rodrigues
Secretário de Estado das Finanças

De seguida, a identificação dos actores que já estão no mercado e que podem ser integrados e, por fim, a constituição de modelos de capitalização para as empresas.

 

Manuel Rodrigues voltou a dizer que este "será um banco de primeiro andar que funcionará em complementaridade com o sistema bancário. Ou seja, não terá um contacto directo com as empresas".

 

Durante a Comissão Parlamentar de Finanças, o deputado socialista, João Galamba, avançou que o Partido Socialista apoia a constituição desta instituição mas exorta o Governo a fazer escolhas. Na óptica deste deputado, os sectores não devem ser apoiados todos de forma igual, porque se tal acontecer não haverá uma transformação estrutural da economia.

 

João Galamba defende ainda que na análise de risco o Estado deve ter uma atitude de liderança e não afectar apenas a avaliação feita pela banca comercial.

 

Na resposta ao deputado socialista, o secretário de Estado da Economia, Leonardo Mathias, disse que "não é o Estado que tem que escolher, é o mercado e a iniciativa privada que o faz". Ainda assim, Mathias avançou que o Ministério da Economia tem um documento em que foram identificados 16 sectores por serem os mais competitivos e os que melhores resultados apresentaram.

 

Mas, salientou, que não chegou a este resultado através de uma "determinação administrativa" mas sim "através da iniciativa privada e da audição de empresários". "É o mercado que tem de dar os sinais", rematou o secretário de Estado da Economia. 

 

(Notícia actualizada às 12h32. Por lapso no título estava escrito "bando" e não "banco")

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