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Barack Obama diz que ainda não tomou nenhuma decisão sobre o envio de armas para a Ucrânia

Apesar do aumento da pressão nos Estados Unidos para Barack Obama aprovar o envio de armas para a Ucrânia, o presidente norte-americano prefere fazer um compasso de espera. Em visita aos Estados Unidos, Angela Merkel voltou a rejeitar o envio de armas para Kiev e defendeu que só a diplomacia será eficaz para resolver o conflito.

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Obama: Continue to Encourage Ukraine Diplomatic Solution
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2015 às 19:58
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Barack Obama rejeita a possibilidade de fornecer armas à Ucrânia. Esta hipótese tem vindo a ganhar adeptos tanto nos Estados Unidos como em alguns países europeus, mas o presidente norte-americano diz que, de momento, essa hipótese não está em aberto.  

 

"A possibilidade de armas letais defensivas é uma das opções que está a ser examinada, mas eu ainda não tomei uma decisão sobre isso", disse Barack Obama esta segunda-feira, 9 de Fevereiro em Washington.

 

O Congresso norte-americano aprovou legislação em Dezembro a autorizar o envio de armas para a Ucrânia. E apesar de Barack Obama ter aprovado a legislação, não aprovou a sua entrada em vigor.

 

As declarações do presidente norte-americano tiveram lugar numa conferência de imprensa conjunta com Angela Merkel que se encontra de visita aos Estados Unidos.

 

Obama sublinhou que as armas têm um carácter defensivo e que um possível fornecimento "não se baseia na ideia de que a Ucrânia pode derrotar o exército russo". No entanto, vai servir para a "Ucrânia aumentar as suas defesas em caso de agressão separatista".

 

"Infelizmente, a Rússia tomou uma decisão que eu penso ser estrategicamente má para si, má para a Europa, má para o mundo", afirmou.

 

No seu discurso, reforçou também a importância das sanções na Ucrânia. "Não conseguimos simplemente demove-los. Temos que mostrar-lhes que o mundo está unido em impor um custo para esta agressão".

 

Ao mesmo tempo, sublinhou que os Estados Unidos e a Europa estão unidos nos seus esforços para resolver o conflito. "Estamos em acordo absoluto que, no século XXI, não podemos permanecer sem reacção e admitir que as fronteiras da Europa sejam redesenhadas pela força das armas".

 

"Se a Rússia continuar na sua rota actual - afectando a economia russa e prejudicando o povo russo -, o isolamento da Rússia só vai piorar tanto a nível político como económico", avisou Barack Obama.


Por seu turno, a chanceler alemã voltou a sublinhar que somente a via diplomática faz sentido na Ucrânia. "Não vejo uma solução militar para este conflito e temos de fazer todos os esforços diplomáticos para terminar este conflito", disse hoje Angela Merkel em Washington.

 

As declarações da chanceler vão de encontro às proferidas na conferência de Munique no fim de semana, quando também rejeitou o envio de armas para a Ucrânia. Merkel tem sido incansável no seu esforço para encontrar uma solução diplomática para o conflito. Nos últimos seis meses, a chanceler esteve ao telefone mais de 40 vezes durante diversas horas com o presidente russo Vladimir Putin, a debater a tensão no leste da Ucrânia.

 

Na conferência de imprensa, Merkel admitiu, todavia, que as sanções poderão ser alargadas, caso as negociações de paz não surtam efeito. "Se a certo ponto no tempo tivermos que admitir que o sucesso não é possível, mesmo se nos esforçarmos para isso, então os Estados Unidos e a Europa têm de se sentar para tentar explorar mais possibilidades sobre o que é possível fazer".

 

O encontro entre Barack Obama e Angela Merkel teve lugar no dia em que a União Europeia aprovou novas sanções para a Rússia. Mas as restrições de viagens e congelamento de bens só entrarão em vigor se não for alcançado um compromisso entre Kiev e Moscovo nas negociações que vão ter lugar esta quarta-feira, 11 de Fevereiro, na capital da Bielorrúsia.

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