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Barclays recomenda menos investimento em acções em 2008

O Barclays Capital recomenda, para 2008, a redução do investimento em acções, nomeadamente nos EUA e na Ásia (excluindo o Japão), bem como a diminuição da exposição a um dólar fraco e ao risco no mercado de crédito do segmento afectado pela falta de liqui

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 14 de Dezembro de 2007 às 12:13
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O Barclays Capital recomenda, para 2008, a redução do investimento em acções, nomeadamente nos EUA e na Ásia (excluindo o Japão), bem como a diminuição da exposição a um dólar fraco e ao risco no mercado de crédito do segmento afectado pela falta de liquidez.

O banco adianta que o ciclo actual leva a que os investimentos que transferem o risco e as posições de valor relativo sejam mais "atractivos" e que deve verificar-se uma mudança na avaliação entre as acções e o crédito. Assim, os investidores devem, pela primeira vez em vários anos, ver o mercado de crédito como um activo ao qual se podem expor, ainda que de forma cautelosa.

Apesar de afastar um cenário de recessão nos EUA, o banco prevê um "abrandamento brusco" do crescimento económico, durante alguns meses, acreditando que a normalidade será devolvida ao mercado de crédito. Para evitar a temida recessão, o banco acredita que irão contribuir a força do comércio externo e a actuação da Reserva Federal que tem vindo a cortar a taxa de juro de referência do país. O Barclays acrescenta que "o dólar voltou a tropeçar, facto que pode significar uma ajuda à actividade económica dos EUA nos próximos meses".

O Japão deverá crescer de forma modesta, enquanto as economias emergentes deverão manter um crescimento sólido, marcado por um ligeiro abrandamento.

Para as restantes economias, o banco estima um crescimento económico modesto, na sequência da crise no mercado de crédito imobiliário, confiando numa crescente valorização do euro.

"A inflação continuará elevada, mas esta permanece uma questão secundária, pelo menos nos maiores países industrializados", refere o banco recomendando prudência aos investidores, tendo em conta a instabilidade e incerteza do contexto macroeconómico e dos mercados e a provável manutenção da volatilidade dos mercados financeiros.

No relatório Global Outlook, o Barclays Capital refere que, desde Setembro, a boa performance pautou as economias mundiais, a taxa de inflação aumentou fortemente, as taxas de juro desceram e os mercados de capitais mantiveram-se estáveis.

As perspectivas de uma melhoria na liquidez são mais animadoras devido ao fim das pressões ligadas ao fecho das contas anuais, dentro de algumas semanas.

O Barclays frisa que "contrariamente ao que se passava anteriormente neste ciclo, a questão agora é saber se o abrandamento culmina em recessão, ou se a fraqueza actual dos mercados acabará por não ser mais do que um pequeno percalço, seguido de uma fase renovada de expansão e crescimento".

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