Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Barroso critica Alemanha por rejeitar aumento do fundo de emergência

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, criticou hoje a Alemanha por rejeitar a proposta para aumentar os recursos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira para a zona euro.

Lusa 16 de Janeiro de 2011 às 15:48
  • Assine já 1€/1 mês
  • 13
  • ...
"O meu dever é defender o bem da Europa", disse Durão Barroso numa entrevista à revista Der Spiegel, na véspera do Ecofin, a reunião dos 17 ministros das Finanças da Zona Euro, que se vai realizar segunda-feira em Bruxelas.

"Espero que os dirigentes políticos alemães aceitem o papel da Comissão", salientou.

Se não há "nenhuma dúvida sobre a determinação da Alemanha e da sua chanceler, Angela Merkel, em defender a estabilidade na zona euro", a Comissão Europeia "não só tem o direito, mas também o dever de dizer aos cidadãos europeus o que pensa ser correcto", realçou Barroso.

Já o vice-chanceler Westerwelle insistiu hoje no facto de o Governo germânico "não ver, para já, a necessidade de aumentar" o fundo europeu de emergência.

"Eu não compreendo a proposta do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso (...)", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão numa entrevista ao jornal Tagesspiegel. "Quando um fundo é utilizado apenas numa pequena parte, não vejo razão para se discutir o seu aumento", sublinhou o governante.

Até agora, apenas a Irlanda recorreu ao Fundo de Estabilidade Europeu de Estabilização Financeira (FESF), o qual foi instituído no ano passado para ajudar os países da zona euro que apresentem dificuldades de financiamento e que a ele recorram.

Após uma semana de desentendimentos sobre este assunto, os ministros das Finanças da zona do euro estão sob pressão para discutir segunda-feira um eventual aumento dos recursos do fundo de emergência.

A Alemanha, que adopta sobre esta matéria uma posição ambígua devido às reticências que tem em pagar pelos países devedores, considera que "a dotação do fundo é suficiente no momento actual", disse na sexta-feira um porta-voz do Governo alemão, Seibert Steffen.

No entanto, o ministro das Finanças, Wolfgang Schauble, prevê que um aumento da capacidade efetiva de empréstimo do mecanismo financeiro poderia ser necessária.

O facto de os mercados estarem a exigir garantias que façam com que os empréstimos apresentem condições mais atrativas poderá levar a que o FESF seja aumentado, o que conferiria uma capacidade efetiva e uma maior eficácia aos 440 milhões de euros já previstos para serem resgates pelos países devedores.

Ver comentários
Saber mais Fundo de estabilização FMI Durão Barroso
Mais lidas
Outras Notícias