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Barroso diz que é "praticamente seguro" que De Guindos seja o próximo líder do Eurogrupo

O antigo presidente da Comissão Europeia diz que os seus contactos em Bruxelas lhe asseguram que o ministro espanhol das Finanças vai suceder a Jeroen Dijsselbloem. Em entrevista, Barroso disse também que Merkel, apesar da sua fama, é menos dura do que os líderes de países como a Holanda, Finlândia e Eslováquia.

Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 15 de Abril de 2015 às 19:34
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Sai um holandês, entra um espanhol para a liderança do Eurogrupo. Durão Barroso está confiante que Luis de Guindos vai suceder a Jeroen Dijsselbloem como presidente dos ministros das Finanças da Zona Euro.

 

O antigo primeiro-ministro português considera que é "praticamente seguro" que o actual ministro das Finanças espanhol se torne o novo presidente do Eurogrupo.

 

Barroso disse que esta é uma "candidatura forte" e citou os contactos que mantém em Bruxelas que lhe asseguram a eleição de De Guindos para o cargo. Jeroen Dijsselbloem foi eleito em Janeiro de 2013 e o seu mandato vai terminar em Julho.

 

As declarações de Durão Barroso foram feitas esta quarta-feira, 15 de Abril, numa entrevista à Radio Nacional de Espanha.

 

Na entrevista, o político português recordou também momentos "dramáticos" da história recente da União Europeia, como na cimeira do G-20, em Novembro de 2011, em que Angela Merkel derramou lágrimas ao ser pressionada por vários países que pediam que a Alemanha disponibilizasse mais dinheiro para a Grécia.

 

Barroso disse que Merkel, apesar da sua fama, é menos dura com os parceiros europeus do que os líderes de países como a Holanda, Finlândia e Eslováquia que têm sido mais "duros" e que mostram mais dúvidas em ajudar os gregos.

 

"É redutor apresentar a Alemanha como a má", disse o antigo primeiro-ministro português, que sublinhou que, para Berlim, o euro é uma "aposta existencial", com vários parceiros a esconderem-se atrás dos alemães.

 

Olhando para a Grécia, a possibilidade de Atenas abandonar a moeda única é bem real neste momento, considera Durão Barroso.

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