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Barroso: Sem crescimento arriscamos uma década perdida

É preciso travar a escalada de contágio da crise do euro, pôr contas públicas e bancos em ordem. Mas estes propósitos, ainda que imperativos, de pouco servirão se a Europa não conseguir crescer e combater o desemprego.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 23 de Outubro de 2011 às 18:24
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"Se não agirmos decisivamente no sentido de estimular o crescimento e a competitividade das nossas economias, arriscamos entrar numa recessão, ou conseguir crescer mas sem criar emprego ou podemos mesmo enfrentar uma década perdida".

O alerta foi deixado esta tarde em Bruxelas por Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, no final de uma cimeira que reuniu os 27 líderes dos países da União Europeia.

O encontro entre os Vinte Sete foi precedido de reuniões dos ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros europeus, e foi de imediato prosseguido por um encontro – que ainda decorre – restrito aos chefes de Estado ou de Governos dos 17 países do euro, do qual se espera saia um guião de soluções concretas e globais para pôr travões à crise do euro, que, à partida, será definitivamente aprovado, o mais tardar, esta quarta-feira.

Durão Barroso reconheceu que "ainda há muito trabalho pela frente", mas mostrou-se agradado com o facto de ter sido reconhecido ao mais alto nível que o relançamento do crescimento económico é uma peça fundamental para uma solução global e duradoura para a crise do euro, a par das outras três "frentes de combate" mais imediatas: reestruturação da dívida grega, recapitalização subsequente da banca europeia e reforço do "raio de acção" do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, para impedir que problemas de acesso a liquidez se convertam em problemas de solvência de mais Estados do euro-

Sobre o que pode fazer a Comissão para relançar o crescimento, num contexto em que a grande maioria dos Estados europeus está a ser forçada pelos mercados a políticas de austeridade, Barroso voltou hoje a referir-se à possibilidade de se emitirem obrigações europeias para financiar projectos de investimento (não Orçamentos) à escala europeia, tendo prometido “para breve” propostas concretas nesse sentido.

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