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Barroso sublinha privacidade como direito fundamental na UE

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, sublinhou hoje, em Bruxelas, que, na União Europeia, o direito à privacidade é "fundamental", respondendo a uma questão sobre novas suspeitas de espionagem dos EUA a líderes europeus.

Lusa 24 de Outubro de 2013 às 14:53
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"Nós consideramos, na Europa, o direito ao respeito pela vida privada como um direito fundamental", disse José Manuel Durão Barroso, numa conferência de imprensa após a Cimeira Social Tripartida, após ser questionado sobre eventual escutas - por parte das autoridades norte-americanas a organizações e personalidades internacionais, nomeadamente a chanceler alemã, Angela Merkel.

 

"Soubemos até recentemente o que é o totalitarismo e o que é a intromissão do Estado na vida privada", sublinhou, exemplificando com a ação da polícia política na ex-República Democrática da Alemanha que "espiava as pessoas quotidianamente".

 

A questão das escutas norte-americanas a personalidades europeias entrou na agenda da cimeira europeia, que decorre hoje e sexta-feira, em Bruxelas, tendo o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, confirmado que o tema vai ser discutido ao mais alto nível.

 

O Governo alemão anunciou, na quarta-feira à noite, que o telemóvel da chanceler "poderá ter sido vigiado pelos serviços secretos norte-americanos".

 

Merkel pediu de imediato explicações ao Presidente Barack Obama, que lhe garantiu que os Estados Unidos não vigiavam as comunicações da chanceler.

 

Em França, de acordo com o diário Le Monde, que citou documentos do ex-consultor da agência de segurança nacional dos Estados Unidos (NSA) Edward Snowden, foram efectuados 70,3 milhões de registos de dados telefónicos de franceses, entre 10 de Dezembro de 2012 e 08 de Janeiro passado.

 

O director dos serviços de informações norte-americanos, James Clapper, disse duvidar destes artigos.

 

 

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