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BBVA: Economia portuguesa regista crescimento nulo e desemprego interrompe tendência de queda

O BBVA baixou em duas décimas as previsões de crescimento da economia portuguesa no primeiro trimestre do ano devido ao desempenho negativo da produção industrial durante o mês de Fevereiro.

Bruno Simão/Negócios
Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 15:36
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O Observatório Económico do banco espanhol BBVA antecipa que a economia portuguesa vai registar um crescimento em cadeia nulo nos primeiros três meses do ano, duas décimas abaixo da previsão apresentada há um mês.

 

O banco explica que esta revisão em baixa se deve "ao dado negativo da produção industrial em Fevereiro" e ao ligeiro abrandamento das exportações no mesmo mês. "No entanto", acrescenta o BBVA, "esperamos que os dados da produção industrial e das vendas de retalho de Março se situem em níveis ligeiramente acima dos valores observados no final de 2013".

 

O Observatório Económico do BBVA antecipa ainda que a taxa de desemprego reduziu a "sua tendência de melhoria", tendo "estabilizado em níveis superiores a 15%".

 

Ainda assim, o BBVA acredita que irá manter-se a tendência de melhoria da confiança das famílias iniciada no quarto trimestre de 2013, "principalmente devido à evolução do mercado de trabalho e às expectativas de uma redução sustentada da taxa de desemprego nos próximos anos, o que se reflecte num aumento do consumo".

 

No dia em que são revelados os números da execução orçamental de Março, o BBVA recorda que até Fevereiro de 2014, "as contas das administrações públicas registaram um défice de 48 milhões de euros". Este desempenho deveu-se ao "aumento das receitas fiscais e a uma maior cobrança de impostos indirectos e directos".

 

"Estes dados sugerem que o défice não deverá superar o limite estabelecido de 1.700 milhões de euros no primeiro trimestre e, ainda que muito preliminares nesta altura do ano, apontam para que poderia ficar em linha com o objectivo fixado de 4% do PIB para 2014", prevê o BBVA.

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai divulgar a estimativa rápida para o PIB do primeiro trimestre no dia 15 de Maio.

 
Católica não afasta possibilidade de uma evolução em cadeia negativa

As previsões da Universidade Católica, apresentadas a 16 de Abril, indicam que a economia portuguesa registou um crescimento em cadeia de 0,6% e de 2,2% face ao período homólogo.  

 

A comparação homóloga terá beneficiado pelo facto de o primeiro trimestre do ano passado ter sido bastante negativo, devido ao mau tempo sentido na altura. Já a evolução em cadeia é penalizada pelo facto de comparar com um dos trimestres mais fortes do ano, devido ao Natal.  

 

"A generalidade dos indicadores abandonaram os mínimos históricos e alguns regressaram aos seus valores médios, se bem que permaneça alguma incerteza em torno do significado substantivo dessa evolução em termos de magnitude do crescimento", nota a Universidade Católica.

 

Esta incerteza leva a que a Católica não afaste a possibilidade de a economia ter registado uma evolução em cadeia negativa no primeiro trimestre do ano. "Apesar de ser indiscutível o retorno da economia portuguesa a uma trajectória de crescimento, existe alguma incerteza em torno da sua magnitude em cadeia no primeiro trimestre, não estando posta de parte a hipótese de poder ser marginalmente negativo corrigindo um conjunto de efeitos pontuais que podem ter influenciado positivamente o elevado crescimento observado no final de 2013", refere o Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica. Nuno Carregueiro

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