Zona Euro BCE diz que Zona Euro pode ter "mais surpresas positivas"

BCE diz que Zona Euro pode ter "mais surpresas positivas"

A autoridade monetária da Zona Euro vê os últimos meses de 2017 com um ritmo de crescimento contínuo no espaço dos 19 estados-membros. E diz que a redução do valor mensal para compra de activos "reflecte a confiança crescente na convergência gradual da inflação" para próximo dos 2%.
BCE diz que Zona Euro pode ter "mais surpresas positivas"
Peti Kollanyi/Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 09 de novembro de 2017 às 17:43
O Banco Central Europeu considera que a expansão económica na zona Euro pode trazer "mais surpresas positivas em termos de crescimento", dado o forte impulso cíclico existente, embora continue a haver riscos – ainda que "largamente equilibrados" - relacionados com factores globais.

No boletim económico divulgado esta quinta-feira, 9 de Novembro, a entidade liderada por Mario Draghi destaca que a expansão da Zona Euro continua e que os últimos dados apontam para que o ritmo de crescimento no espaço dos 19 se mantenha sem interrupções nesta segunda metade do ano.

O banco central refere que o crescimento do emprego e, consequentemente, do consumo privado está sustentado nas reformas levadas a cabo nos últimos anos no mercado laboral. E que as medidas de política monetária levadas a cabo pelo banco central – nomeadamente a política de estímulos e as baixas taxas de juro – estão a suportar a procura interna e a contribuir por esta via para o aumento da inflação.

O documento destaca ainda que o crescimento generalizado a nível global apresenta uma tendência sustentável no curto prazo, com o reforço nas transacções comerciais a partir de Julho e Agosto. Já a inflação subjacente, embora tenha subido ligeiramente, continua a ter de dar mostras de uma tendência de subida.

No médio prazo, este indicador deverá continuar a subir gradualmente, não só com o apoio do BCE como da expansão da economia e do aumento dos salários, antecipa a instituição.

Na última reunião do Banco Central Europeu, a instituição, além de manter a taxa directora, decidiu a redução do valor do programa de compra de activos de 60 mil milhões para 30 mil milhões de euros por ano a partir de Janeiro próximo.

"A adequação do programa de compra de activos reflecte a confiança crescente na convergência gradual da inflação para o objectivo [próximo mas abaixo dos 2%]," acrescenta o boletim.



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