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BCE realçou na última reunião “elevado grau de incerteza” na economia dos EUA

Na reunião de final de Abril os responsáveis do BCE mostraram-se preocupados com a envolvente externa, em especial com as incertezas sobre a administração Trump.

8º Mario Draghi, 602 notícias - O BCE continuou este ano a ter um papel determinante no rumo dos mercados, com várias decisões relevantes a mexerem nos mercados. O presidente da autoridade monetária foi citado em mais de 600 notícias do Negócios este ano.
Reuters
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 18 de Maio de 2017 às 13:49
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A economia da Zona Euro dá sinais positivos, apesar dos dados da inflação ainda não permitirem o selo de que os preços estão num caminho sustentado para ficar na meta do BCE. Mas fora da Zona Euro há incertezas que preocuparam os responsáveis do banco central, com as consequências das medidas da administração Trump  e "o elevado grau de incerteza" à economia americana em foco.

"O ‘outlook’ externo foi considerado como estando sujeito a elevada incerteza, e o equilíbrio dos riscos para as perspectivas do crescimento global foi avaliado como continuando a pender para baixo", revelam os relatos da reunião de final de Abril divulgados esta quinta-feira. "Entre os factores que continuam a contribuir para esta incerteza estão a dimensão e o ‘timing’ das escolhas políticas futuras da nova administração, o impacto económico da retirada do Reino Unido da União Europeia, o reequilíbrio da procura e a transições em relação às taxas de crescimento mais baixas na China e os desenvolvimentos noutras economias emergentes".

Apesar de as incertezas serem globais, os responsáveis do BCE centraram-se, durante a reunião, no caso dos EUA. "Foi feita referência na discussão ao elevado grau de incerteza em relação aos desenvolvimentos de curto prazo na economia dos EUA, que reflectem uma divergência significativa entre os indicadores avançados e reais", é revelado nos relatos.

Além disso, os governadores do BCE observaram que "os participantes no mercado financeiro estão a reavaliar o ‘outlook’ para o crescimento e inflação nos EUA, já que aparenta que os indicadores nos EUA já não estão a exceder as expectativas do mercado e existe ainda incerteza considerável em relação às políticas da nova administração dos EUA, incluindo as perspectivas para estímulos orçamentais e os sues prováveis efeitos expansionistas".

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