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BCE diz que há «incertezas significativas» no crescimento da economia

O Banco Central Europeu afirma que a escalada dos preços do petróleo está a ameaçar o ritmo de crescimento da economia dos 12 países da Zona Euro, considerando que as «incertezas são significativas».

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 14 de Outubro de 2004 às 09:33
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O Banco Central Europeu afirma que a escalada dos preços do petróleo está a ameaçar o ritmo de crescimento da economia dos 12 países da Zona Euro, considerando que as «incertezas são significativas».

No Boletim Mensal de Outubro a autoridade monetária afirma que «qualquer cenário central traçado para a evolução futura [da economia] encontra-se rodeado de um grau significativo de incerteza, que está, presentemente, relacionado sobretudo com os preços do petróleo. E acrescenta que «se os preços do petróleo permanecessem elevados, ou aumentassem ainda mais, iriam amortecer a força da recuperação, tanto dentro como fora da área do euro».

Este ano os preços do petróleo verificam uma subida de 65%, o que está a prejudicar a recuperação da economia mundial e em particular a da Zona Euro, que estava a ser impulsionada pelas exportações. Apesar disso o BCE afirma que «a recuperação económica na área do euro persiste».

Com estes comentários o BCE sugere que tão cedo não subirá as taxas de juro na Zona Euro, ao contrário do que se chegou a prever antes do início da escalada dos preços do petróleo. A taxa de juro na Zona Euro está nos 2% e a Euribor a três meses, que mede as expectativas do mercado sobre futuros movimentos dos juros, tem vindo a descer e está agora nos 2,27%.

Na Zona Euro têm sido vários os sinais de abrandamento da economia. Em Agosto a produção industrial recuou nas três maiores economias da região e na Alemanha a taxa de desemprego de Setembro alcançou um máximo de três anos em Setembro.

As previsões do BCE apontam para um crescimento do PIB da Zona Euro em 1,9% este ano e 2,3% em 2005. Sobre os efeitos da escalada do petróleo na inflação a instituição liderada por Trichet diz que existe um efeito directo mas que não sugerem pressões inflacionistas fortes.

«Apesar de, aparentemente, o risco de efeitos de segunda ordem [com a subida do petróleo] permanecer contido, justifica-se uma forte vigilância no que diz respeito a todos os desenvolvimentos passíveis de implicar riscos para a estabilidade de preços no médio prazo.

O BCE voltou a apelar aos países da área do euro que renovem os seus esforços de consolidação orçamental.

«Nos próximos anos, será necessário enfrentar desafios importantes para a consolidação das finanças públicas. Os Estados-Membros precisam de renovar os seus esforços de consolidação e não devem apoiar-se em medidas pontuais, a fim de cumprirem os compromissos assumidos no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento e de fomentarem a confiança», refere.

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