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BCE diz recuperação económica pode permitir subida dos juros

A recuperação económica pode permitir ao Banco Central Europeu (BCE) subir as taxas de juro, em caso de crescimento continuado do agregado da massa monetária (M3) da Zona Euro, disse o BCE, no seu Boletim mensal de Fevereiro.

João Mata 14 de Fevereiro de 2002 às 10:18
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A recuperação económica pode permitir ao Banco Central Europeu (BCE) subir as taxas de juro, em caso de crescimento continuado do agregado da massa monetária (M3) da Zona Euro, disse o BCE, no seu Boletim mensal de Fevereiro.

A instituição liderada por Wim Duisenberg (na foto) afirmou que os recentes aumentos no M3 ocorreram «num ambiente económico caracterizado pela incerteza e devem ser temporários»,pelo que não deverão gerar um agravamento das pressões inflacionistas».

No entanto, caso ocorra «um forte crescimento continuado do M3, poderá ser necessário rever a política monetária, especialmente se existirem mais sinais que apontem para uma recuperação da economia na Zona Euro», segundo a mesma fonte.

O M3 serve de indicador avançado relativamente à evolução da inflação na Zona Euro. Em Dezembro, o M3 situou-se nos 8%, o mesmo nível registado no mês anterior, continuando acima da meta de 4,5% traçada pelo BCE.

No ano passado, o BCE baixou a sua taxa directora num total de 150 pontos base, para os actuais 3,25%, na tentativa de estimular o crescimento económico na zona da moeda única.

Inflação deve abrandar «nos próximos meses»

A inflação da Zona Euro, que em Janeiro cresceu para os 2,5%, face aos 2,1% registados em Dezembro, poderá recuar «nos próximos meses», tendo em conta que deverão ser definitivamente ultrapassados os efeitos dos aumentos que ocorreram nos produtos alimentares e energéticos no ano passado.

Em 2002, a inflação dos países que partilham o euro deverá «estabilizar em níveis abaixo dos 2%», o valor máximo delineado pelo BCE para este indicador.

O BCE acrescentou que a moderação salarial irá «facilitar a tarefa da política monetária», permitindo também «a criação de emprego, o crescimento da produção e dos rendimentos disponíveis».

Relativamente à entrada em circulação do euro, o BCE sublinhou que «não existem sinais» de que esta operação tenha levado ao aumento das pressões inflacionistas, referindo que a mesma «deverá fortalecer a concorrência, suportando dessa forma a manutenção da estabilidade dos preços».

BCE quer cumprimento do PEC

O BCE afirmou que «apoia totalmente todos os passos para evitar défices orçamentais excessivos e para reduzir os rácios da dívida sobre o produto interno bruto (PIB)» dos países da Zona Euro.

Estas medidas irão «reforçar a credibilidade dos compromissos de médio prazo assumidos no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC)», de acordo com a mesma fonte.

Portugal e a Alemanha comprometeram-se esta semana a atingir o equilíbrio orçamental em 2004, conforme haviam assumido no PEC, evitando desse modo a aprovação de uma proposta de «alerta rápido» avançada pela Comissão Europeia no que respeita aos seus défices orçamentais.

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