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BCE elogia economia portuguesa mas remete possibilidade de programa cautelar para Governo

Cabe ao Executivo liderado por Passos Coelho decidir se quer um programa cautelar no final do actual ajustamento. Programa esse que, segundo o membro do conselho do BCE, foi bastante produtivo para Portugal.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Fevereiro de 2014 às 13:34
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O recente desempenho da economia portuguesa mereceu esta quinta-feira, 13 de Fevereiro, largos elogios, no Parlamento Europeu, por parte do membro do conselho do Banco Central Europeu, Benoît Coeuré.

 

Em Bruxelas, perante a comissão de assuntos económicos e falando sobre as consequências das intervenções da troika nos países europeus, Coueré considerou, por exemplo em relação a Portugal, que as reformas feitas estão a dar resultados.

 

“A situação económica em Portugal está a melhorar. O produto interno bruto real está a crescer, a taxa de desemprego a cair e a conta corrente apresenta um excedente. Ou seja, as reformas estão a trazer uma recompensa”, indicou o responsável numa intervenção citada pela agência Bloomberg, acrescentando que o país, o terceiro a ser intervencionado desde o início da crise da dívida, “fez imensos progressos na implementação do programa.

 

Especificamente sobre a situação portuguesa, Coeuré falou também na forma como Portugal irá abandonar o programa de ajustamento económico e financeiro, iniciado em Maio de 2011 e com término agendado para 17 de Maio de 2014. Esta questão gera vários prós e contras e tem ganho espaço na discussão política com a aproximação dessa data.

 

“Haverá uma decisão dentro de alguns meses sobre se Portugal vai sair integralmente do programa ou se precisará de um programa de outro tipo”, indicou o responsável do conselho do BCE, presidido por Mário Draghi e com o português Vítor Constâncio como vice-presidente.

 

“É uma decisão a ser tomada pelo Governo”, acrescentou Coueré, segundo a Bloomberg. Essa tem sido, igualmente, a mensagem do Executivo liderado por Passos Coelho, adiando uma decisão pública para mais perto do final do programa. Ainda esta quinta-feira, após o conselho de ministros, Luís Marques Guedes, ministro da Presidência, garantiu que ainda não foi tomada qualquer decisão por parte do Governo e que o momento para isso ainda não chegou.

 

 

 

 

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