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BCE elogia progressos de Portugal e diz que a correcção dos desequilíbrios externos foi "notável"

No seu relatório anual, o BCE elogia a "forte" consolidação orçamental realizada por Portugal nos últimos anos, tal como a correcção dos desequilíbrios externos. No entanto, lembra que a implementação das reformas estruturais deve continuar.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 07 de Abril de 2014 às 17:14
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No seu relatório anual, publicado esta segunda-feira, 7 de Abril, o Banco Central Europeu (BCE) elogia os progressos realizados por Portugal entre 2011 e 2013, nomeadamente no que diz respeito à correcção dos desequilíbrios externos e à evolução do défice orçamental.

 

“A correcção dos desequilíbrios externos foi notável nos últimos três anos. A balança corrente atingiu uma posição excedentária em 2013”, realça a autoridade monetária. Quanto ao ritmo de consolidação orçamental, “foi muito forte no período entre 2011 e 2013”, acrescenta o relatório.

 

Ainda em relação à evolução do défice orçamental, o BCE nota que, no ano passado, o valor foi inferior ao objectivo devido a um desempenho macroeconómico melhor do que o esperado, em conjunto com um controlo orçamental “rigoroso”.

 

Se a correcção do défice foi mais positiva do que era esperado, a implementação das reformas estruturais foi “em linha” com a condicionalidade do programa, sublinha o BCE, lembrando que a maior parte da legislação relativa às políticas nos mercados de trabalho e do produto incluída no programa já se encontra em vigor. No entanto, a autoridade liderada por Mario Draghi (na foto) alerta que, em termos prospectivos, deve dar-se “especial atenção” à implementação efectiva das reformas a “fim de remover os restantes obstáculos à concorrência, às decisões de investimento e à criação de emprego”.

 

No relatório, publicado esta segunda-feira, o BCE isola a análise aos países intervencionados onde, além de Portugal, constam a Irlanda, Grécia, Chipre e Espanha.

 

Sobre a Irlanda, o banco central diz que a saída do programa de assistência financeira “sublinha o êxito das medidas necessárias” mas, por vezes, “penosas”, e que o país deve continuar a implementar as reformas necessárias, nomeadamente no sector bancário, “a fim de salvaguardar o acesso aos mercados e as suas perspectivas económicas de longo prazo”.

 

Menos optimistas são as perspectivas para a economia grega que, apesar dos progressos realizados, tem de fazer face “de forma mais enérgica à rigidez estrutural enraizada”, no sentido de criar as bases para um crescimento económico sustentado, avisa o BCE, que pede também “um compromisso político alargado” para aprofundar a agenda de reformas estruturais.

 

“É necessário intensificar as reformas nos mercados do produto e de serviços bem como as reformas institucionais”, aconselha a autoridade. “O sector financeiro foi fortalecido”, mas a qualidade dos activos “voltou a registar uma deterioração, tendo os créditos de cobrança duvidosa ultrapassado 30%”.

 

Já em relação a Chipre, o Banco Central Europeu elogia os “progressos assinaláveis” na implementação das reformas estruturais e regulamentares, mas lembra que o país continuará a enfrentar desafios, em particular no sector financeiro. “É crucial que o programa continue a ser implementado de forma rigorosa”, acrescenta o relatório. 

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