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BCE: Implementar decisões da cimeira é forma de enfrentar crise semelhante à do Lehman

O membro do BCE, Ewald Nowotny, junta-se a Durão Barroso na defesa de um mais rápido processo de aceleração da tomada das decisões acordadas na cimeira de Julho.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Agosto de 2011 às 11:58
O membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), Ewald Nowotny, defendeu hoje que as decisões tomadas na cimeira europeia de Julho têm de ser implementadas rapidamente.

Os políticos têm de acelerar o processo de decisão, considerou Nowotny numa entrevista à estação de rádio austríaca ORF, citada pela Bloomberg.

A questão de acelerar as medidas do euro e as críticas à lentidão da aplicação de decisões tem sido referida por vários líderes da Europa, incluindo o presidente da Comissão Europeia. Ainda no início de Agosto, Durão Barroso falou na urgência da aprovação rápida das propostas da cimeira que incluem, por exemplo, o segundo pacote de resgate à Grécia.

A esperança é que, dado o sim a tais medidas pelos estados-membros, se acalmem os receios de um contágio da crise da dívida a grandes economias europeias como a Espanha e a Itália.

Contudo, a acompanhar as dúvidas face ao desempenho do Velho Continente, juntou-se o receio de uma recessão dos Estados Unidos, intensificado após o corte de “rating” da sua dívida pela Standard & Poor’s. Uma recessão que se poderá revelar, posteriormente, global.

Na opinião de Nowotny, a actual crise tem semelhanças com a falência do gigante Lehman Brothers, de 2008. Aliás, essa época tem estado em voga, já que as quedas dos índices bolsistas têm igualado ou superado as perdas desse ano.

Ainda assim, o governador do Banco Central da Áustria afirmou que as bolsas são, por vezes, irracionais e que a situação económica não piorou assim tanto em tão pouco tempo, referindo-se às abruptas quedas que se têm sentido nos mercados financeiros.

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