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BCE mais pressionado a subir juros após crescimento inesperado da massa monetária

A massa monetária em circulação na Zona Euro, tida como um bom indicador da evolução futura da inflação, disparou em Outubro, ao crescer 12,3% em termos homólogos.

Negócios 28 de Novembro de 2007 às 10:24
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O prato da balança favorável a uma nova subida das taxas de juro na Zona Euro ganhou hoje um argumento de peso, com a divulgação dos últimos dados relativos à evolução da massa monetária (M3), que revelam um crescimento inesperado da liquidez em Outubro de 12,3% em termos homólogos, em aceleração face aos 11,3% observados em Setembro.

A massa monetária é um dos indicadores que o Banco Central Europeu (BCE) acompanha de perto, na medida em que fornece sinais importantes sobre a acumulação de pressões inflacionistas, sendo que a contenção do crescimento dos preços é a primeira missão da autoridade monetária do euro. Para manter a inflação controlada em torno dos 2% que o BCE considera sinónimo de "estabilidade de preços", a instituição assume que 4,5% é o crescimento mensal ideal da massa monetária, mas este valor tem sido sucessiva e amplamente superado nos últimos meses.

Os dados hoje divulgados pelo BCE relativos ao agregado M3 (que integra os activos mais líquidos, fundamentalmente, a moeda em circulação e os depósitos à ordem) surpreenderam pela negativa os analistas, que esperavam uma taxa de crescimento em torno de 11,5%.

"Estes dados apoiam um endurecimento das condições monetárias, mas podem estar também muito enviesados por causa da resposta dos investidores à crise do subprime", diz Michael Schubert, economista do Commerzbank em Frankfurt, citado pela agência Bloomberg, referindo-se ao refúgio nos depósitos.

Na opinião dos analistas, são os produtos alimentares e o petróleo que estão a puxar a inflação para valores perigosamente altos e que, em última instância, obrigarão o BCE a subir as taxas, actualmente fixadas em 4%, apesar de o cenário de desaceleração da actividade económica e a apreciação do euro recomendarem condições monetárias mais flexíveis.

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