Política Monetária BCE mantém taxas de juro em mínimos históricos

BCE mantém taxas de juro em mínimos históricos

A decisão já era esperada. O Conselho do BCE avaliou a evolução da Zona Euro no último mês e meio e decidiu manter as taxas de juro inalteradas nos actuais mínimos históricos. O foco estará agora nas projecções macroeconómicas e na conferência de imprensa de Mario Draghi.
BCE mantém taxas de juro em mínimos históricos
Reuters
André Tanque Jesus 02 de junho de 2016 às 12:46

Após o corte de Março em todas as taxas de juro, o Banco Central Europeu manteve tudo inalterado em Abril. Agora, a instituição liderada por Mario Draghi volta a fazê-lo. Na reunião concluída esta quinta-feira, 2 de Junho, o Conselho do BCE decidiu manter a taxa de juro de referência em 0%, a taxa de depósitos em -0,40% e a taxa da facilidade permanente de cedência de liquidez em 0,25%.

As taxas de juro da instituição monetária da Zona Euro mantêm-se, assim, nos valores mais baixos de sempre. Algo que já era antecipado pelos analistas. De facto, a expectativa era que nenhuma nova medida seria aprovada nesta reunião, uma vez que arrancarão este mês as compras de obrigações de empresas e os novos empréstimos de longo prazo à banca (TLTRO II). Programas que serão explicados por Mario Draghi em mais detalhe, durante a conferência de imprensa marcada para as 13:30 desta quinta-feira.

Ainda assim, o foco do quarto encontro do Conselho do BCE em 2016 estará nas novas projecções macroeconómicas. "A principal novidade deve vir das projecções da equipa do BCE, em particular para a inflação", aponta o economista do ING. "Os preços mais altos do petróleo deverão levar à primeira revisão em alta desde o arranque das compras de activos", explica. E acrescenta que "tal revisão parece ainda mais provável dada a forte evolução de crescimento no primeiro trimestre e à recente desvalorização do euro".

Também a equipa de economistas do UBS diz que "o foco estará nas novas previsões macroeconómicas". Mas estes especialistas defendem que "o principal desafio para Mario Draghi será não parecer demasiado optimista, depois da subida do preço do petróleo e do robusto crescimento do PIB da Zona Euro no primeiro trimestre". Ainda assim, assumem a revisão em alta, com a dúvida a ser "qual a dimensão da subida das projecções para a inflação entre 2016 e 2018, bem como o que isto poderá sinalizar para as compras de activos depois de Março de 2017".




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