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BCE sobe os juros para máximo de cinco anos na quinta-feira

Na última reunião antes do Natal, o Banco Central Europeu não tem a “prenda” mais indicada para dar aos europeus. É que o mercado dá como certa uma nova subida de 25 pontos base nas taxas de juro da Zona Euro, um movimento que colocará o preço do dinheiro

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 02 de Dezembro de 2006 às 10:00
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Na última reunião antes do Natal, o Banco Central Europeu não tem a "prenda" mais indicada para dar aos europeus. É que o mercado dá como certa uma nova subida de 25 pontos base nas taxas de juro da Zona Euro, um movimento que colocará o preço do dinheiro no nível mais elevado desde Novembro de 2001.

Foi precisamente há um ano que a autoridade monetária iniciou o ciclo aperto da política monetária, ao subir os juros do mínimo histórico de 2%. Desde então Jean-Claude Trichet subiu os juros por mais quatro vezes e prepara-se agora para efectuar o sexto agravamento no preço do dinheiro.

O presidente do BCE tem tido o "cuidado" de sinalizar ao mercado quando vai subir os juros. Quando numa reunião afirma que está "muito vigilante" (foi o que disse em Novembro), é porque na próxima é certo que sobe os juros. Se a decisão a anunciar quinta-feira já está descontada, o próximo movimento do BCE também parece quase certo. A Euribor a seis meses, o principal indexante no crédito à habitação dos portugueses, situou-se sexta-feira nos 3,743%, sinalizando que o mercado está à espera que o BCE não se fique pelos 3,5% e efectue mais uma subida de 25 pontos base nos juros.

A dúvida está agora em saber quando vai o BCE parar de subir os juros, sendo que várias casas de investimento estimam que Trichet poderá "chegar" aos 4% em meados do próximo ano. Perspectivas que o presidente do BCE pode esclarecer quando discursar na quinta-feira.

Se na Europa os juros estão ainda em trajectória ascendente, nos Estados Unidos é cada vez mais intensa a ideia de que está para breve o início do ciclo de descida do preço do dinheiro, pois são cada vez mais sólidos os sinais de que a economia americana está a abrandar fortemente (ver pág. 25). Este cenário é favorável ao euro, que está a negociar no valor mais elevado desde Março de 2005, acima dos 1,33 dólares.

O efeito conjugado do arrefecimento da economia americana e da elevada apreciação do euro tem penalizado as acções nos dois lados do Atlântico. Por isso, as palavras de Trichet, os movimentos cambiais e a divulgação de indicadores económicos, serão vitais para a evolução dos mercados accionistas ao longo deste semana.

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