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BCP e Caixa estudam aliança internacional

O projecto começou a ser estudado ainda no tempo de Carlos Santos Ferreira na presidência da Caixa Geral de Depósitos (CGD), mas foi retomado pelo seu sucessor Fernando Faria de Oliveira. A equipa do novo líder da Caixa tem em cima da mesa vários cenários

Negócios negocios@negocios.pt 13 de Março de 2008 às 08:46
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O projecto começou a ser estudado ainda no tempo de Carlos Santos Ferreira na presidência da Caixa Geral de Depósitos (CGD), mas foi retomado pelo seu sucessor Fernando Faria de Oliveira. A equipa do novo líder da Caixa tem em cima da mesa vários cenários, entre os quais um que passaria por uma aliança com o BCP, ao nível da internacionalização.

Ao que o "Diário Económico" apurou, o objectivo seria retomar o acordo antigo e falhado de cooperação no estrangeiro entre os dois maiores bancos do país e criar uma espécie de ‘Millennium CGD’ para operar fora de Portugal.

As fontes contactadas encontram várias vantagens nesta parceria: a conquista de dimensão, indispensável para concorrer com os grandes grupos internacionais, nomeadamente os espanhóis; a criação de uma marca mais forte; a eliminação, ainda que parcial, da carga negativa do Estado, que tem impedido a Caixa de ser bem sucedida na expansão da sua actividade fora de portas, sobretudo, em Espanha; e a complementaridade das operações no estrangeiro dos dois bancos, que permitiria colocar Portugal no mapa europeu do sector bancário.

"Com excepção de Moçambique, não existe sobreposição entre as operações internacionais dos dois grupos. A CGD tem apostado em Espanha e agora pretende desenvolver actividade no Brasil. o BCP não está nestes dois mercados, mas aposta no crescimento a Leste", defendeu uma fonte.

Ainda que os estudos se encontrem numa fase preliminar e a CGD e o BCP não tenham sequer chegado à fase de contactos formais, este projecto poderia passar pela criação de uma ‘holding’ para onde seriam transferidas todas as operações internacionais dos dois grupos. Avaliados os contributos dos dois bancos, em termos de activos, seria possível determinar a relação de forças entre a Caixa e o BCP nessa tal ‘holding’.

 

 

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