Eleições BE e CDU concordam em quase tudo. Até na renúncia a um convite do PS (act.)

BE e CDU concordam em quase tudo. Até na renúncia a um convite do PS (act.)

O primeiro de sete debates televisivos teve lugar esta terça-feira entre o líder do PCP e CDU e a porta-voz do BE. Os dois partidos afastaram a hipótese de aceitarem um convite do Partido Socialista para formar Governo.
BE e CDU concordam em quase tudo. Até na renúncia a um convite do PS (act.)
Correio da Manhã
Liliana Borges 01 de setembro de 2015 às 22:57

O arranque dos debates para as eleições legislativas aconteceu esta terça-feira, 1 de Setembro, na RTP Informação. Jerónimo de Sousa, líder do PCP e CDU, e Catarina Martins, porta-voz do Bloco de Esquerda, estiveram frente-a-frente num debate de esquerdas onde afastaram a possibilidade de um entendimento num Governo à esquerda com o Partido Socialista.

Num debate onde a maioria dos temas reuniu consenso entre os dois partidos, a maior divergência prendeu-se com uma futura saída da união monetária, uma solução mais afastada pelo Bloco de Esquerda mas não pelo Partido Comunista, que defende um estudo sobre a preparação para essa possibilidade.

Neste primeiro frente-a-frente entre os candidatos às eleições legislativas do próximo dia 4 de Outubro, a primeira pergunta foi dirigida ao candidato líder da Coligação Democrática Unitária (CDU) e desafiou Jerónimo de Sousa a apontar as diferenças entre os dois partidos na mesa do debate. O líder da CDU sublinhou que "se os problemas do país fossem as diferenças entre nós [CDU e BE] estaria o país bem", dirigindo a discussão para o que considerou ser importante. "Aquilo que é central são os problemas do país: a situação económica e social, os dramas e as injustiças que deflagram o nosso povo", respondeu.

 

A porta-voz do Bloco de Esquerda concordou com Jerónimo de Sousa e referiu a manifestação desta terça-feira no Porto contra a privatização da TAP, sublinhando que "as prioridades das pessoas são comuns, independentemente da sectorização". 

Tanto Catarina Martins como Jerónimo de Sousa assumiram a convergência entre os dois partidos. "Na nossa proposta consideramos a necessidade de uma convergência de forças políticas e sociais que são capazes de construir uma política alternativa, e naturalmente aqui consideraríamos o BE e isso não invalida as diferenças e prioridades de cada força", disse Jerónimo de Sousa. No entanto, o líder do PCP destacou que isso não se traduz numa associação com o Partido Socialista, afastando o cenário em prol de "uma mera estabilidade governativa, para fazer uma política que não consideramos positiva". 

"A vida tem demonstrado que o PS, em minoria ou com maioria, tem feito a opção de praticar uma política de direita", acrescentou Jerónimo de Sousa, remetendo a impossibilidade de uma colaboração entre os partidos para a responsabilidade do Partido Socialista.


Também Catarina Martins considerou que as políticas e as votações na "linha de direita" tomadas pelo PS inviabilizam a junção dos dois partidos. "O PS para fazer um governo de direita precisa do Bloco de Esquerda? Não, para isso tem os partidos de direita", ironizou.

Sobre a posição dos dois partidos em relação ao Euro, Catarina Martins avisa que a saída da zona Euro pode ser "o pior de todos os mundos". No entanto, alerta que é preciso ter uma preparação para o momento em que for necessário reestruturar a dívida. "O que está a destruir o Euro são as políticas que estão a ser seguidas", destaca. Já Jerónimo de Sousa defende a elaboração de um estudo sobre uma possível saída da Zona Euro.

(Notícia actualizada às 23:49)




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