Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

BE acusa PS de ser o "seguro de vida" do Governo ao aceitar falar de pensões

Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, acusou sexta-feira à noite o PS de ser "o seguro de vida" do Governo, ao aceitar "conversar no parlamento" com os partidos da maioria sobre pensões.

Lusa 21 de Setembro de 2013 às 11:20
  • Assine já 1€/1 mês
  • 20
  • ...

Catarina Martins, que falava no Teatro Aveirense no comício da candidatura do BE à Câmara de Aveiro, referia-se ao convite da maioria PSD/CDS para dialogar com o PS, afirmando que não é o primeiro assédio que os socialistas não rejeitam.

 

Os líderes parlamentares de PSD e CDS-PP propuseram na sexta-feira ao PS uma reunião para debater "as regras e regimes especiais de pensões", nomeadamente aplicáveis aos juízes do Tribunal Constitucional, mas o líder da bancada socialista, Carlos Zorrinho, disse que não "há nenhuma razão" para reuniões "fora do quadro parlamentar".

 

"Quando Paulo Portas se prepara para engolir a linha vermelha e aceitar os cortes nas pensões, no momento em que o Governo se desfaz, lá vem o apelo ao PS para o consenso e para salvar a austeridade. Percebe-se porque é que o PSD e o CDS insistem nesse apelo: o consenso com o PS é o seguro de vida do Governo. Foi o que aconteceu, quando no momento da maior crise política, o PS aceitou o namoro de uma semana e com isso deu um balão de oxigénio ao Governo", disse.

 

Catarina Martins questionou se, face ao desafio feito ao Partido Socialista para se reunirem sobre pensões, disse o PS que "não se reunia com quem nunca cumpriu a sua palavra" ou se "disse o PS que não reunia com quem só quer cortar" nas pensões.

 

"Não! Disse que conversava no Parlamento. O PS insiste em ser o seguro de vida do Governo e neste consenso podre sobre a austeridade e o que precisamos é o avesso desse consenso podre, de um momento de clarificação, que serão as eleições do dia 29", comentou.

 

Para a coordenadora nacional do BE, o que vai estar em causa é se os eleitores aceitam desfazer "todas as conquistas da democracia, da solidariedade, a dignidade e a decência da vida de quem trabalha, a escola pública, as construções que foram feitas durante a democracia", ou se "nada disso vale e o Estado social pode ser trocado pelo salve-se quem poder".

 

Catarina Martins acusou o Governo de, em período eleitoral, "todos os dias dizer uma coisa e o seu contrário", e de tentar esconder a realidade.

 

Para a oradora, "não é possível esconder o desrespeito grande pelo que foram vidas de trabalho, quando as pessoas vêem a sua pensão cortada e sabem que no próximo Orçamento do Estado serão ainda mais penalizadas, como "não é possível esconder 400 mil postos de trabalho destruídos, 1,5 milhões de pessoas sem emprego e sem futuro, um desemprego jovem acima dos 40%".

 

A forma como a escola "está a ser maltratada neste início de ano lectivo caótico", a falta de médico de família, de acesso ao hospital e a medicamentos, também não.

Sobre contradições eleitorais, evocou ainda "o malabarismo de tentar dizer que quando a economia fica pior mais devagar, está a ficar melhor", referindo-se a declarações do líder do CDS-PP, Paulo Portas, e que classificou como "um insulto à inteligência das pessoas que nas suas vidas sentem só dificuldades.

 

Catarina Martins apelou aos eleitores para que dia 29 ajudem a quebrar "o consenso podre" e a votarem no BE por "um governo contra a troika", salientando que as autárquicas "não são a política dos pequeninos, mas uma opção clara" e que "qualquer candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS é cúmplice da destruição do país".

Ver comentários
Saber mais Catarina Martins BE Bloco de Esquerda pensões reformas eleições
Outras Notícias