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BE: Confirma-se "falhanço" de política de "obsessão" pelos baixos salários e aumento de impostos

O BE afirmou hoje que a contracção do PIB e o aumento do desemprego confirmam o empobrecimento do país "que o Governo anunciou" e o "falhanço" de uma política de "obsessão" pelas reduções salariais e o aumento de impostos.

Lusa 14 de Agosto de 2012 às 14:12
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"Estes dados económicos só surpreendem quem queria ser surpreendido", disse à Lusa a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Aiveca, num comentário a dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje conhecidos relativos ao Produto Interno Bruto (PIB) e ao desemprego no segundo trimestre deste ano.

"Com estes dados económicos, de facto, o desemprego só poderia continuar a crescer e o Governo sabia bem disso quando anunciou o empobrecimento do país. E o Governo também sabia que com a obsessão que tem com o défice, com a obsessão que tem com os baixos salários e com a desprotecção social, conduziria também a uma selvajaria nas relações laborais e na protecção social", afirmou Mariana Aiveca.

A taxa de desemprego atingiu os 15 por cento no segundo trimestre de 2012, o nível mais alto de sempre, segundo o INE. Por outro lado, o PIB caiu 3,3 por cento relativamente ao mesmo período do ano anterior - a redução mais forte desde 2009 -- e a taxa de variação em cadeia (ou seja, relativamente ao trimestre anterior) registou uma quebra de 1,2 por cento.

Para a deputada do Bloco, "as reduções salariais e os aumentos de impostos só poderiam levar a estes dados da economia".

Mariana Aiveca destacou que os números do desemprego hoje conhecidos já abrangem o início do verão e que não se vê neles qualquer impacto da sazonalidade do trabalho nesta altura do ano, que costuma contribuir para uma diminuição, ainda que "modesta", do número de desempregados.

"Mesmo assim, o que constatamos é, efectivamente, uma subida exponencial do desemprego e, por isso, o Governo confirma aqui que de facto quer continuar a empobrecer o país, não tem nenhuma política nem de crescimento económico nem de resolução do problema maior, que é o problema do desemprego. E portanto confirma claramente que a sua política é de claro empobrecimento", reiterou.

Para a deputada do BE, "talvez" estes números expliquem "que o PSD tenha escolhido fazer a sua 'rentrée' no Pontal, mas escondido numa sala", numa referência à Festa do Pontal, que decorre hoje à noite em Quarteira, Loulé, com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e que pela primeira vez não se realiza num espaço ao ar livre.

"O Governo não quer dar a cara perante o país, perante os portugueses e as portuguesas relativamente àquilo que é o falhanço da sua política em relação ao crescimento económico e ao desemprego", concluiu Mariana Aiveca.

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