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BE diz que próximo milagre do Governo é o da multiplicação da austeridade

A cabeça de lista do BE por Setúbal, Joana Mortágua, antecipou que o próximo milagre do Governo é o da "multiplicação da austeridade", esperando que a ministra das Finanças "o venha anunciar numa revelação debaixo de uma oliveira".

Lusa 25 de Setembro de 2015 às 01:29
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Joana Mortágua discursava na quinta-feira  à noite num comício do Bloco de Esquerda (BE) em Setúbal, onde falou dos três milagres do Governo de direita, sendo o terceiro e próximo aquele de que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas vão precisar depois de terem saído os números do défice de 2015.

 

"É o conhecido milagre da multiplicação da austeridade. Está na cara. O próximo milagre do Governo é a continuação da austeridade. Só temos que esperar que a doutora Maria Luís o venha anunciar numa revelação debaixo de uma oliveira", ironizou.

 

A número um da lista por Setúbal considera que "a direita não tem mais nada a prometer ao país do que continuação da austeridade", mas também atirou ao partido de António Costa: "desengane-se quem achar que o PS poderá inspirar revelações diferentes. Eles respondem ao mesmo Deus e pregam a mesma bíblia: o tratado orçamental".

 

Segundo Joana Mortágua, o primeiro milagre surgiu no final de 2014, com o ministro da Economia, Pires de Lima, que falou do milagre económico em curso, que depois das declarações do líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro - "as pessoas estão pior, mas o país está muito melhor" - transformou-se em "meio milagre".

 

"Entretanto surgiu o segundo milagre deste Governo, o milagre da multiplicação do défice. Este já não veio por inspiração da Nossa Senhora, veio como deve ser, por obra e graça do Espírito Santo, com a ajuda do pai, Cavaco Silva e do filho, Pedro Passos Coelho", atirou, voltando à ironia.

 

A bloquista afirmou que "a origem deste milagre da multiplicação do défice é muito fácil de compreender" porque depende da "fé nos mercados e devoção aos bancos". "Eles privatizaram em nome do défice quase tudo o que havia para privatizar até que o banco, que é santo, faliu e o Estado injectou 3900 milhões de euros no Novo Banco. E assim, PAF, deu-se o milagre da multiplicação do défice", disse, perante o agrado da assistência. 

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