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Beira Alta dá um deputado a Lisboa e outro ao Porto

Os círculos eleitorais da Guarda e de Viseu nunca elegeram tão poucos deputados quantos os que irá eleger nas legislativas de 6 de outubro. Lisboa e Porto ficam com os dois deputados perdidos pela Beira Alta.

António Cotrim/Lusa
David Santiago dsantiago@negocios.pt 12 de Agosto de 2019 às 11:17
Já se sabia, mas agora é oficial após publicação em Diário da República (DR): os círculos eleitorais de Viseu e da Guarda vão perder um deputado cada, amealhado pelos distritos de Lisboa e Porto. 

De acordo com o novo mapa de deputados a eleger para a Assembleia da República publicado em DR, Viseu vai eleger 8 mandatos nas legislativas de 6 de outubro, menos um do que os 9 a que até aqui tinha direito. Já a Guarda elege apenas 3 deputados, também menos um do que nas eleições anteriores. 

Depois de eleger 11 deputados nas eleições de 25 de abril de 1976, 10 deputados nas de 1979, 1980, 1983, 1985 e 1987, Viseu elegeu 9 deputados nas legislativas seguintes. Quanto ao distrito da Guarda, após ter direito a eleger 6 deputados em 1976, elegeu 5 deputados nas seguintes cinco eleições da democracia e 4 nas restantes. 

Em relação ao Porto, o círculo portuense vai passar dos 39 deputados eleitos há quatro anos para 40 nestas eleições, a maior representação parlamentar já conseguida pelo círculo portuense. Por sua vez, Lisboa passa de 47 deputados em 2015 para 48, um número ainda assim distante dos 58 mandatos que elegeu nas legislativas de 1976.

Em 2015, PS e PSD (através da coligação com o CDS) elegeram 2 deputados cada no círculo da Guarda, pelo que um dos partidos irá perder representação neste distrito. Em Viseu, a coligação PàF elegeu 6 deputados, tendo o PS ficado com os outros 3.

Serão mais de 10 milhões e 811 mil os eleitores habilitados a votar nestas eleições já oficializadas para 6 de outubro pelo Presidente da República, sendo que o recenseamento eleitoral que serve de base a este ato eleitoral diz respeito a 31 de julho. O recenseamento eleitoral válido é o de dia 31 de julho, dia anterior ao da convocatória. 

Desta forma, há cerca de mais 1 milhão e 200 mil eleitores inscritos a votar nesta eleição face aos 9.682.553 eleitores inscritos em 2015.


O recenseamento automático dos emigrantes, que levou a um enorme aumento dos inscritos para as eleições europeias de 26 de maio, não produz quaisquer alterações na redistribuição de deputados feita com base no Método de Hondt, uma vez que os círculos da Europa e de Fora da Europa não têm direito a representação proporcional.  
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