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Belmiro de Azevedo diz redução dos custos do Estado ainda imperceptível

O presidente do grupo Sonae, Belmiro de Azevedo, considerou ser ainda imperceptível o esforço do Governo para reduzir «significativamente» os custos do próprio Estado, alertando para a perda de competitividade das empresas portuguesas.

Negócios negocios@negocios.pt 17 de Junho de 2005 às 08:24

O presidente do grupo Sonae, Belmiro de Azevedo, considerou ser ainda imperceptível o esforço do Governo para reduzir «significativamente» os custos do próprio Estado, alertando para a perda de competitividade das empresas portuguesas.

«Não se nota um esforço real de começar a reduzir de uma maneira significativa os custos do próprio Estado», acusou o empresário, acrescentando que «se o Estado pode tributar os cidadãos, as empresas não podem tributar os seus clientes».

O empresário criticou algumas das recentes medidas anunciadas pelo executivo, como o aumento do IVA e da energia, considerando tratar-se de «um problema» para a competitividade das empresas, porque são custos que ficarão acima dos praticados nos países concorrentes, nomeadamente Espanha.

«O facto do IVA ficar seis pontos abaixo de Espanha cria problemas de fuga fiscal, competitividade e abastecimento de portugueses em Espanha», alertou Belmiro de Azevedo.

O empresário nortenho recebeu esta noite no Porto, pelas mãos do ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, o prémio Empreendedor 2005, atribuído pela Escola de Gestão do Porto.

Durante o seu discurso, Belmiro de Azevedo aproveitou a oportunidade para criticar «os políticos», com quem tem tentado manter «um duelo doce e agreste».

Segundo o empresário, o Estado está ainda longe da boa gestão de recursos humanos, pois «em vez de renovar, acrescenta pessoas».

«Há excitação a mais. Quando muda o Governo, lá vai uma equipa nova. Tem sido assim sempre e os resultados não são bons», criticou.

Sem responder directamente às críticas endereçadas por Belmiro de Azevedo, Manuel Pinho exortou a capacidade empreendedora do empresário, referindo tratar-se de um «espírito importante para o crescimento da economia do país».

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