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Belmiro espera estratégia para política fiscal em 2003

Belmiro de Azevedo espera que em 2003 seja clarificada a política fiscal do Governo, considerando que o choque fiscal «tem de ser financiado» com o aumento de receitas, derivado do controlo à fraude e evasão fiscal.

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 12 de Dezembro de 2002 às 13:30
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Belmiro de Azevedo, presidente do Grupo Sonae, espera que em 2003 seja clarificada a política fiscal do Governo, considerando que o choque fiscal «tem de ser financiado» com o aumento de receitas, derivado do controlo à fraude e evasão fiscal.

«Eu disse, na altura, que sou pela disciplina fiscal», disse Belmiro de Azevedo no 1º Fórum da Indústria organizado pelo Diário Económico», salientando que o Governo devia «ter falado como se financia o choque fiscal».

O presidente da Sonae espera que «no próximo ano já se veja alguma estratégia para a política fiscal, social e laboral», considerando que «só com isso se cria entusiasmo».

No programa do actual Governo constou um choque fiscal que foi abandonado em favor da consolidação das contas públicas nacionais, com o objectivo de cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento, obtendo um défice orçamental abaixo dos 3%.

Durão Barroso chegou a prometer uma redução da carga fiscal através da diminuição gradual da taxa de IRC, medida que o Executivo adiou, devido aos imperativos orçamentais.

Belmiro apela a investimentos nacionais no estrangeiro

Belmiro de Azevedo apelou aos investimentos no estrangeiro, referindo que só assim «podemos defender o nosso mercado».

«Investir bem em Portugal não quer dizer só investir em Portugal», disse a mesma fonte. «Se não se exportar dividendos não há investimentos futuros», comentou.

O responsável salientou que se deve evitar capitais especulativos e empresas que vem investir em Portugal mas não permanecem no mercado nacional. «Temos de captar investimentos para Portugal sem haver diferenciações», acrescentou Belmiro.

Belmiro de Azevedo referiu que o alargamento da União Europeia para 25 países irá «criar mais desafios», reforçando que acredita «nos investimentos que se vão fazer», concluindo que só «podemos ser donos dos negócios que estamos convencidos que somos os melhores».

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