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Ben Bernanke: Um apaixonado pela Grande Depressão que quase ia vivendo outra

Ben Bernanke entrega o comando da Fed à sua vice-presidente depois de oito anos à frente do banco central.

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O professor de Princeton, que se especializara no estudo da Grande Depressão, talvez não contasse que, pouco depois do início do seu mandato, em 2006, os EUA se veriam perante uma nova crise financeira que levaria à mais profunda recessão desde a que se seguiu ao "crash" de 1929. Bernanke ainda hoje é alvo de críticas por não ter percebido o impacto da queda dos preços do imobiliário, que começou no ano em que assumiu a liderança da Fed.

 

"Quando a bolha rebentou, Bernanke foi um dos responsáveis que geriram a crise no Lehman Brothers de tal forma mal [gerida] que aquilo que poderia ter sido uma pequena correcção transformou-se na pior recessão do mundo ocidental em 80 anos", escreve o economista Holger Schmieding, do Berenberg Bank.

 

Apesar disso, depois do colapso, a Reserva Federal não olharia a meios para restabelecer a economia e, espera Ben Bernanke, reformar a legislação para que a crise não se repita, pelo menos uma crise igual à de 2008. O receio de muitos economistas é que a evolução para uma política monetária mais convencional possa destapar os desequilíbrios que os estímulos terão alimentado, não só nos Estados Unidos como no resto do mundo.

 

Um dos méritos inegáveis de Bernanke é ter tornado a Reserva Federal num organismo que se esforça mais por ser transparente e por dizer ao mercado o que está a fazer e porque está a fazê-lo. Tem 60 anos e ainda não indicou o que pretende fazer no futuro próximo.

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