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Berlim contraria FMI e nega extensão do prazo à Grécia

O Governo alemão entrou esta tarde em rota de colisão com o FMI, ao afirmar que se opõe ao possível alargamento do prazo acordado com a Grécia para que reembolse os 110 mil milhões de euros prometidos pela comunidade internacional.

Negócios negocios@negocios.pt 11 de Outubro de 2010 às 14:22
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“Não somos a favor de estender o calendário de reembolso”, afirmou o porta-voz do Ministério alemão das Finanças. Em declarações à Bloomberg, Bertrand Benoit considera ainda que qualquer especulação nesse sentido é “prematura”.

A posição de Berlim surge depois de o secretário-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) ter admitido a possibilidade de dilatar o prazo de reembolso da ajuda internacional concedida à Grécia, como meio de atenuar o impacto – tremendo – na actividade económica que está a resultar do programa de austeridade que foi imposto ao Governo de Atenas.
Até porque, sublinhou Dominique Strauss-Kahn, os responsáveis gregos estão a fazer “exactamente o que têm de fazer".


“Nós podemos fazer isto e pode ser útil, mas é apenas uma pequena parte”. “Se os europeus decidirem fazer alguma coisa, nós certamente iremos fazer o mesmo”, garantiu Strauss-Kahn.


Também Lorenzo Bini Smaghi, membro da comissão executiva do BCE, se referiu à existência de mecanismos no seio do FMI para “prolongar pacotes”, precisando que estava a pensar no caso da Grécia, embora tenha acrescentado que ainda nada estivesse decidido.





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