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Bernanke diz que tensões geopolíticas condicionam integração económica mundial

O mundo está a beneficiar de uma integração económica global «sem precedentes», segundo o presidente da Reserva Federal dos EUA, Ben Bernanke, uma tendência que é condicionada pelo proteccionismo e terrorismo.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 25 de Agosto de 2006 às 15:35
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O mundo está a beneficiar de uma integração económica global «sem precedentes», segundo o presidente da Reserva Federal dos EUA, Ben Bernanke, uma tendência que é condicionada pelo proteccionismo e terrorismo.

«A emergência da China, Índia e dos países do antigo bloco de Leste significa que uma grande parte da população mundial está agora integrada, pelo menos em termos potenciais, numa economia global», afirmou Ben Bernanke no seu discurso proferido no retiro de Jackson Hole, nos EUA, onde se está a realizar a reunião anual de bancos centrais.

Na mesma ocasião, o responsável máximo pela política monetária dos Estados Unidos referiu que «os receios geopolíticos, incluindo as tensões internacionais e os riscos do terrorismo, já estão a condicionar o ritmo de integração económica mundial e pode continuar a fazê-lo no futuro».

Em relação ao proteccionismo, Bernanke lembrou que «a oposição social e política à abertura pode ser forte», e «grande parte dessa oposição surge porque é provável que a alteração no padrão de produção ameace o estilo de vida de alguns dos cidadãos e os lucros de algumas empresas».

Segundo Bernanke, a globalização alterou muitos dos parâmetros a que os responsáveis políticos têm que prestar atenção. Os sistemas financeiros são mais eficientes na canalização das poupanças para os mercados em todo o mundo, o que ajudou os EUA a alimentarem o défice da balança de contas correntes, que está em crescimento desde 2001.

O comércio a nível mundial tem sido facilitado pela evolução tecnológica e das comunicações, que aumentaram o número de produtos transaccionáveis e permitiram que as empresas expandissem a comercialização dos seus produtos através da cadeia de oferta espalhada pelo globo.

Em Jackson Hole, o líder da Fed absteve-se de fazer qualquer comentário sobre a política monetária dos EUA e mesmo das condições económicas do país, preferindo discursar sobre a globalização e as tendências mundiais.

Em Agosto, Ben Bernanke interrompeu, pela primeira vez desde Junho de 2004, o ciclo de subida dos juros de referência nos EUa, que se encontram actualmente nos 5,25%, contra os 3% praticados na Zona Euro.

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