Política Bloco de Esquerda alerta para "claras limitações" no governo do PS nos direitos do trabalho

Bloco de Esquerda alerta para "claras limitações" no governo do PS nos direitos do trabalho

O líder parlamentar do BE disse hoje, no Funchal, que a actual situação do país com o governo do PS é "muito mais positiva", mas advertiu para a existência de "claras limitações" no que toca aos direitos do trabalho.
Bloco de Esquerda alerta para "claras limitações" no governo do PS nos direitos do trabalho
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 04 de março de 2018 às 20:07

"Vemos que há propostas de combate à precariedade e o PS comprometeu-se com limitar o acesso das empresas aos contratos temporários mas não teve coragem de o fazer", afirmou Pedro Filipe Soares, no encerramento da VII convenção regional do Bloco de Esquerda, que elegeu Paulino Ascensão como novo coordenador.

 

Paulino Ascensão, que é deputado do BE/Madeira na Assembleia da República, concorreu contra o até então líder bloquista, Roberto Almada, que liderou o partido na região autónoma durante dez anos, tendo vencido com 114 votos, num total de 182 votantes.

 

"A situação actual no país é muito mais positiva, mas muito mais positiva do que aquela que tínhamos no passado, quer com a direita, quer com o PS sozinho a governar, mas está longe de ser uma situação sem limitações na vida das pessoas", disse o líder parlamentar do BE.

 

Pedro Filipe Soares destacou, sobretudo, os direitos do trabalho, afirmando que há "claras limitações" do PS nesse campo.

 

"Aquilo que podia ser feito, o governo do Partido Socialista não está a ter coragem de fazer", vincou.

 

Entretanto, o novo coordenador regional do Bloco de Esquerda prometeu melhorar a organização interna, definir planos de trabalho com rigor e formar melhor as equipas de trabalho de modo a "haver mais preparação dos dossiês" e consequentemente propostas "mais bem fundamentadas e que marquem a agenda" política da Madeira.

 

"Agora há que fazer as coisas que a minha lista criticava que não estavam a ser bem feitas e tentar envolver o máximo de pessoas nesse trabalho fundamental, quer novas pessoas que queiram entrar, quer os que já lá estavam, dos 16 anos 96 anos, para tentar marca a diferença", salientou.

 

Paulino Ascensão considerou, por outro lado, a possibilidade de abandonar o lugar de deputado na Assembleia da República vai ser "objecto de avaliação", mas também sublinhou que "a direcção é um colectivo e o partido não pode ficar dependente apenas da pessoa do coordenador".