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Bloco central vence na Áustria mas com o pior resultado desde a II Guerra Mundial

O FPÖ, partido anti-imigração e anti-União Europeia, subiu na votação deste domingo, arrecadando 23,8% dos votos. Partidos pró-europeus vão deverão permanecer coligados no Governo

13 - Áustria
Negócios com Lusa 30 de Setembro de 2013 às 10:54
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O chanceler austríaco, Werner Faymann, prometeu neste domingo, 29 de Setembro,  formar um Governo de coligação "estável e sem o FPÖ" (extrema-direita), depois de o seu partido, o SPÖ (socialistas), ter vencido as legislativas de hoje com 27,1% dos votos.

 

Tanto o SPÖ como o seu parceiro de coligação, o ÖVP (centro-direita), perderam votos e deputados nas eleições de hoje. O ÖVP caiu para 23,8%. Segundo estes números oficiais (quase definitivos), os dois partidos caíram em conjunto 4,4 pontos percentuais, e obtiveram a menor votação de sempre desde a II Guerra Mundial.

 

Ainda assim, o governo de 'bloco central' austríaco resistiu ao desgaste e os dois partidos deverão continuar a governar numa coligação presidida por Faymann. Nas primeiras declarações à televisão estatal ORF, tanto Faymann como o líder do ÖVP -- Michael Spindelegger, atual ministro dos Negócios Estrangeiros -- se mostraram abertos a repetir a coligação.

 

Em terceiro lugar no escrutínio apareceu o FPÖ, partido anti-imigração e anti-União Europeia, com 23,8%. O líder do partido, Heinz-Christian Strache, festejou este resultado -- um crescimento de 3,1 pontos percentuais.

 

Os Verdes subiram a sua votação para 11,5%, um ganho de 1,8 pontos. Este resultado fica contudo aquém do que esperava a líder do partido ecologista, Eva Glawischnig, e tornar inviável a possibilidade de uma coligação entre os Verdes e o SPÖ.

 

O novo partido do bilionário austro-canadiano Frank Stronach ficou-se pelos 5,8% dos votos. Stronach, magnata do sector automóvel que viveu a maior parte da vida no Canadá, apresentou um programa que defendia a saída da Áustria da zona euro, e investiu milhões de euros do seu bolso na campanha eleitoral. No início do ano, as sondagens chegaram a dar-lhe 16%, mas uma campanha morna relegou-o para o quinto lugar, pouco acima de outro novo partido, os liberais do NEOS, com 4,8%.

 

Os 6,8 milhões de eleitores austríacos foram hoje chamados a eleger os 183 deputados ao Nationalsrat (Conselho Nacional). As sondagens já previam que a actual coligação de "bloco central" continuasse no poder, embora com ambos os partidos a perder votos. As negociações para a formação de um novo Governo poderão durar várias semanas.

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