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Bloco defende que Governo anunciou "caminho de continuidade das políticas actuais"

João Semedo diz que, para Passos Coelho, “a política de austeridade é para continuar” mesmo após o final do actual programa de assistência económica e financeira.

Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 08 de Abril de 2014 às 20:45
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Tal como o Partido Comunista Português, o Bloco de Esquerda, cujos representantes se reuniram esta terça-feira com o primeiro-ministro, considera que a política manter-se-á intacta após o final do programa de ajustamento económico e financeira.


“O primeiro-ministro anunciou um caminho que é o da continuidade das políticas actuais: de austeridade e de corte na despesa pública e despesa social”, disse João Semedo, nas declarações aos jornalistas, transmitidas pelos canais de televisão nacionais, após o encontro com Pedro Passos Coelho na residência oficial, em São Bento.

 

Segundo João Semedo, o Governo indicou que “a política de austeridade é para continuar”, mencionando os cortes nos salários e nas pensões e a reduções nos serviços públicos. Esta política tem, de acordo com o líder bloquista, “conduzido ao empobrecimento generalizado” em Portugal, levando a “sacrifícios que se têm relevado inúteis”. Esta foi também a conclusão tirada pelo comunista Jerónimo de Sousa, para quem não haverá um período do pós-troika porque, na sua opinião, será igual ao que se viveu no período sob a troika.

 

Questionado pelos jornalistas sobre se o tema da subida do salário mínimo nacional foi discutido na reunião com Passos Coelho, a resposta de Semedo foi negativa. Apesar disso, o Bloco adianta que “vai ser muito difícil o Governo cumprir aquilo que, nos últimos dias, tem indicado”, ou seja, não acredita nessa possibilidade de aumentar o salário mínimo.

 

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