Economia Bloomberg: Vai Portugal protagonizar a próxima crise no euro?

Bloomberg: Vai Portugal protagonizar a próxima crise no euro?

A Bloomberg foi analisar quais as consequências de uma potencial revisão em baixa do "rating" de Portugal por parte da DBRS. Veja o vídeo.
A carregar o vídeo ...
Bloomberg TV 29 de abril de 2016 às 11:41

Os investidores estão esta sexta-feira de olhos postos em Portugal, uma vez que a agência de notação DBRS vai analisar o "rating" do país, e uma revisão em baixa poderá ter consequências. Jeff Black, jornalista da Bloomberg, e Darren Ruane, da Investec, analisam na Bloomberg qual poderá ser o impacto.

 

A DBRS avalia Portugal um nível acima de "lixo" (BBB-). E se retirasse o grau de investimento, a dívida nacional arriscava-se a ser excluída das compras do BCE.

 

Tendo em conta as últimas declarações dos responsáveis da DBRS, um corte no rating esta sexta-feira parece pouco provável. O jornalista da Bloomberg desvaloriza o impacto do cenário mais negativo, lembrando que existem mecanismos para manter o financiamento a Portugal e mesmo na fase mais crítica da crise grega o mercado não revelou níveis de stress muito elevados.

 

Já o analista da Investec demonstra estar "um pouco mais preocupado", sobretudo no curto prazo. Darren Ruane alega que um corte no rating da DBRS pode provocar uma crise política em Portugal, com a quebra da coligação que apoia o Governo.

 

Analistas ouvidos pelo Negócios alegam que, tal como se espera, a DBRS mantiver o "rating", os juros de Portugal podem reagir de forma favorável.

 

Filipe Silva, director de gestão de activos do Banco Carregosa, diz que a manutenção do "rating" já está descontada no mercado, pelo que "a médio/longo prazo, a dívida nacional evoluirá de acordo com a situação geral do mercado". Mas não exclui "uma ligeira variação".

 

Já Cyril Regnat, analista do Natixis, até vê potencial nas obrigações portuguesas assim que se confirme o veredicto da DBRS. Mas recomendou que se abram posições apenas de curto prazo, já que antevê dificuldades para os activos de maior risco a partir de Junho. E conclui: "Maio pode ser o mês em que as obrigações do Tesouro irão brilhar. Mas, a conjugação de riscos em Junho irá provavelmente levar a uma correcção".




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI