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Bolsa da Grécia segue PSI-20 e toca em máximos superiores a um ano

A praça bolsista de Atenas está a valorizar-se mais de 6% e as taxas de juro associadas à dívida grega a dez anos continuam a cair, depois de ontem ter descido da “barreira” dos 10%. A Grécia também acompanha o sentimento positivo nos mercados europeus.

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A bolsa da Grécia está a acompanhar as restantes bolsas europeias e encontra-se, igualmente, em mínimos de pelo menos um ano.

 

Depois de três sessões sem negociar para os festejos da Páscoa Ortodoxa, o índice geral da bolsa de Atenas, o ASE, está na pontuação mais alta desde Agosto de 2011, ao somar 6,04% para os 1.043,09 pontos, de acordo com os dados disponibilizados pela agência Bloomberg. Das 60 empresas que o compõem, 53 estão a ganhar terreno. Oito delas estão a valorizar-se mais de 10%.

 

É o caso dos bancos gregos. O National Bank of Greece sobe 25,6% para os 0,85 euros ao passo que o Piraeus Bank ganha 21,4% para os 0,28 euros. O Alpha Bank negoceia nos 1,29 euros com um avanço de 12,2%.

 

O índice mais especifico, o FTSE/ASE, composto pelas 25 maiores empresas, segue a ganhar 6,34% para os 357,34 pontos mas, neste caso, a pontuação é a mais alta apenas desde Fevereiro de 2012.

 

O Fundo Monetário Internacional publicou esta semana um relatório em que dava conta dos esforços já feitos pelo povo grego mas em que alertava para o muito trabalho que o país do sul da Europa ainda tem pela frente, nomeadamente a reforma da administração pública, que envolverá despedimentos.

 

A Grécia acompanha o movimento das bolsas europeias, que continuam a revisitar as pontuações mais elevadas desde Junho de 2008. Depois da redução da taxa de juro directora da Zona Euro, por parte do Banco Central Europeu, têm sido os resultados das empresas europeias a suportarem os máximos superiores a um ano das várias praças do Velho Continente.

 

A animar a praça helénica está o facto de o país ter colocado 1,3 mil milhões de euros em títulos de dívida de curto prazo (a Grécia continua sem emitir dívida de longo prazo ao contrário da Irlanda e Portugal) no mercado primário esta quarta-feira, 8 de Maio (mil milhões dos quais leiloados, 300 milhões euros com venda directa). Os gregos aceitaram pagar uma taxa de juro implícita (“yield”) de 4,2%, abaixo da taxa de 4,25% da operação anterior.

 

No mercado secundário, onde os investidores trocam dívida pública entre si, os juros associados à dívida helénica estão a cair nos prazos mais longos, com destaque para a maturidade a dez anos. Ontem, terça-feira, a “yield” desceu abaixo da “barreira” dos 10% e está ainda em valores inéditos desde Outubro de 2010, já depois de ter sido solicitado o primeiro resgate financeiro, em Abril do mesmo ano. A falta de liquidez deste mercado pode justificar esta tendência de descida, argumentavam ontem os analistas.

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