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Bolsa perde quase 2% com energia e banca a liderar perdas

Bolsas europeias estão em terreno negativo pelo segundo dia, com os receios sobre Espanha a voltarem a centrar atenções.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 18 de Setembro de 2012 às 10:35
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A bolsa nacional acentuou as perdas da abertura e está agora a recuar perto de 2%, em linha com a tendência das principais praças europeias, que também corrigem das valorizações da última semana.

O PSI-20 cai 1,82% para 5.300,97 pontos, com 17 cotadas em baixa, 1 em alta e outra inalterada.

Luc Coene, membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu disse que a Espanha poderá ser obrigada a pedir ajuda se os juros da dívida pública voltarem a subir. “[Se] os mercados virem que Espanha não vai [pedir ajuda externa], não vai durar muito até que os prémios de risco [face à dívida alemã] voltem a subir e, então, Espanha vai ser, de alguma forma, obrigada a recuar na sua decisão e submeter-se a este programa”, disse o também governador do banco central belga, num painel de discussão, citado pela agência Bloomberg.

Esta declaração veio elevar os receios com a situação e Espanha, apesar de hoje o país ter emitido dívida de curto prazo com juros mais reduzidos.

Em Lisboa são as empresas do sector energético e financeiro que mais pressionam a bolsa. A EDP cai 2,96% para 2,228 euros, enquanto a sua participada EDP Renováveis é a única cotada do PSI-20 em alta. Ganha 0,71% para 3,536 euros depois do Nomura ter elevado a recomendação da companhia para “comprar”.

Anda no sector a Galp Energia – no dia em que os seus trabalhadores cumprem o segundo de três dias de greves – cai 1,52% para 13 euros.

Na banca as quedas são mais acentuadas. O Banco Comercial Português desce 5% para 0,057 euros, continuando a ser pressionado pela queda dos direitos de subscrição do aumento de capital. Hoje estes títulos recuam 10,71% para 0,025 euros. O BES desce 3,41% para 0,652 euros e BPI desvaloriza 4,12% para 0,815 euros.

As quedas são contudo generalizadas a todos os sectores. A Zon Multimédia, que viu o preço-alvo que o Nomura lhe atribui reduzido de 5,5 para 3 euros, desvaloriza 1,4% para 2,246 euros. A Portugal Telecom desvaloriza 0,8% para 3,977 euros.



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