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Bolsonaro demite ministro da Saúde que o criticava

Luiz Henrique Mandetta anunciou no Twitter ter sido demitido pelo presidente brasileiro.

Jair Bolsonaro
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 16 de Abril de 2020 às 20:53
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O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, demitiu esta quinta-feira o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que discordou várias vezes publicamente da estratégia do chefe de Estado para combater a pandemia da covid-19.

Mandetta anunciou ter sido afastado do Governo através da rede social Twitter.

"Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS [Sistema Único de Saúde], de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar", escreveu o ex-ministro.

Segundo o Estadão, o sucessor de Mandetta é Nelson Teich, médico oncologista e consultor para a área da saúde na campanha de Bolsonaro em 2018.

Mandetta e Bolsonaro divergiram publicamente desde o início da crise no país. O presidente brasileiro defende a flexibilização de medidas, nomeadamente o encerramento de escolas e do comércio, enquanto Mandetta seguiu as recomendações dos especialistas e da Organização Mundial de Saúde (OMS) que apontam o distanciamento social como a estratégia mais eficaz de conter a propagação.

A utilização do fármaco cloriquina para o tratamento da covid-19 foi outra matéria de discórdia. Bolsonaro é um apoiante entusiástico do uso do medicamento para o tratamento da malária nos doentes com covid-19. Mandetta, por seu turno, seguiu a posição da OMS e advogou a precaução na utilização deste fármaco, sublinhando que não existem ensaios clínicos que demonstrem a sua eficácia contra a covid-19.

No passado domingo, Mandetta disse em entrevista na Rede Globo que a população não sabe se deve acreditar nele ou em Bolsonaro. As palavras do ministro foram vistas por diversos membros do Governo como uma "provocação" a Bolsonaro, relata o Estadão.

O Brasil conta atualmente com 30.425 casos de covid-19 e 1.924 mortes devido à doença.

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