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Borges defende que problema da crise nacional está ultrapassado

O país «está no bom caminho» defendeu hoje António Borges, vice-presidente da Goldman Sachs, avançando que o problema da crise nacional está ultrapassado.

Bárbara Leite 10 de Fevereiro de 2004 às 12:05
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O país «está no bom caminho» defendeu hoje António Borges, vice-presidente da Goldman Sachs, avançando que o problema da crise nacional está ultrapassado.

Segundo este economista, que falava no encontro «Compromisso Portugal» num painel sobre o modelo económico nacional, quase todo o debate sobre os modelos económicos se centram sobre a questão de como é que Portugal pode sair da crise. Mas para António Borges actualmente «o país está no bom caminho – estamos mais sólidos para relançar a economia».

António Borges afirma ainda que «a retoma internacional é agora mais vigorosa». O problema para a economia nacional é agora qual a amplitude do seu crescimento: «se vai crescer 1, 2 ou 3% ou 5, 6 ou 7%».

O relançamento da economia nacional não pode vir do investimento público tem que resultar das iniciativas do sector privado, apostando em novos serviços e produtos mais sofisticados.

António Borges disse ainda que, em sua opinião, o problema da produtividade nacional está na gestão portuguesa em não conseguir «encontrar um padrão de produtividade ao nível da Europa».

Este responsável, à semelhança de António Carrapatoso, presidente da Vodafone-Telecel, defende que é preciso alcançar um espírito construtivo colectivo entre os empresários e coragem para aceitar as regras de concorrência.

O presidente da Vodafone-Telecel, por seu lado, entende que em Portugal a produtividade dos cidadãos e das empresas é fraca, mas que o país está a recuperar com as medidas tomadas pelo actual governo. Carrapatoso apela à sociedade para pressionar o Governo no sentido de acelerar a realização essas reformas.

Para desenvolver o país Carrapatoso apoia uma melhor qualidade dos serviços e dos investimentos públicos e que se reduza o nível da despesa pública sobre o PIB até 40% até 2008.

Em suma, Carrapatoso entende que devemos ter um «Estado forte e independente e não asfixiante, que acredite na competência dos cidadãos».

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